Bolachas de cacau e amaranto (sem açúcar e glúten)

17 de maio de 2018


O mundo dos blogues tem coisas curiosas. É incrível como se gera entre as pessoas um sentido comunitário, com partilhas, dicas e conselhos. Rapidamente se começa a conhecer os nomes dos autores dos vários blogues, as suas características e pormenores da sua vida. Pouco a pouco surgem amizades mesmo sem proximidade física. 
Aconteceu comigo em relação a algumas bloguers e uma delas é a Inês do lindo blogue "Ananás e Hortelã". Eu e a Inês não nos conhecemos, mas como que por artes mágicas, gerou-se entre nós uma grande empatia e carinho. É daquelas coisas que não se explicam, simplesmente acontecem.



Tal como eu, a Inês é uma apaixonada por bolos, pão e bolachas. Acho que devemos ficar fascinadas pela transformação que ocorre no forno, mas sobretudo acho que são coisas que nos fazem sentir felizes, confortáveis e nos trazem boas memórias.
Hoje trago uma receita que não resisti "roubar" do seu blogue e à qual fiz algumas alterações para as tornar mais saudáveis e ao meu jeito.
Utilizar amaranto em bolachas não é definitivamente uma escolha óbvia, e se calhar foi exactamente isto que me chamou a atenção.
 O amaranto não é um grão conhecido por todos, eu própria acabo por o cozinhar quase sempre das mesmas formas. Já falei nele aqui nestas papas deliciosas, e ando em busca de outras formas de o fazer.


Quero cada vez mais incorporá-lo no meu dia-a-dia principalmente porque nutricionalmente o amaranto é muito interessante sobretudo pela sua quantidade de proteína, ferro e cálcio. Uma mais valia para quem não consome fontes de proteína animal.
É importante não saltar o passo de o demolhar e posteriormente desidratar caso não o utilize de seguida.  Isto facilitará a sua digestão e livra-nos de todos os anti nutrientes que contem. Para me facilitar a tarefa costumo demolhar logo uma grande quantidade logo que o compro e depois coloco no forno baixo durante  alguns minutos para secar. Assim é só tirar do frasco e cozinhar quando me apetece sem ter que estar preocupada com este processo.
Não deixem de experimentar estas bolachas. São deliciosas, crocantes graças ao amaranto, saudáveis, sem açúcar refinado nem glúten e uma óptima forma de utilizar este super grão.


Bolachas de amaranto e cacau
(veja aqui a receita original)

200g de amaranto
250g de farinha de aveia
100g de xilitol
70g de óleo de coco amolecido mas frio
1 ovo
1 a 2 colheres de sopa de cacau em pó

Comece por demolhar o amaranto.
Coloque-o dentre uma tigela com o dobro da água e deixe-o de molho pelo menos durante 4 horas ou durante a noite.
Com a ajuda de um coador, descarte esta água e lave o amaranto.
Coloque-o espalhado num tabuleiro e leve ao forno a 100ªC até estar seco (cerca de 25 minutos), virando-o algumas vezes. Depois de seco pode utilizar para fazer as bolachas.
Numa taça bata bem o ovo com o xilitol e o óleo de coco.
Adicione o cacau e a farinha de aveia e misture bem até ficar homogéneo.
Junte o amaranto e envolva-o na massa com a colher. Forme uma bola, envolva em película aderente e leve ao frio por 20-40 minutos.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e aqueça o forno a 180ºC.
Faça pequenas bolinhas com a massa, espalme-as bem com a mão e coloque-as no tabuleiro. Levar ao forno durante 12-15 minutos.
As bolachinhas podem ainda estar ligeiramente moles quando as retira, mas vão ficando crocantes com o tempo.
Retire do tabuleiro e coloque-as a arrefecer numa rede.
Guarde num frasco bem fechado.



Estufado simples de lentilhas

29 de abril de 2018


Podíamos estar uma tarde inteira a falar de lentilhas e mesmo assim não teríamos falado tudo.
A quantidade de variedades que existe é enorme, amarelas, laranja, castanhas, pretas...um autêntico arco-íris!
Cada uma tem as suas características, diferem não só na cor, mas também na textura e no sabor. Umas cozem rapidamente e transformam-se em puré, enquanto outras são bem mais demoradas. Umas são ideais para sopas e caris, enquanto outras ficam óptimas em saladas ou estufados.
Seja qual for a variedade, as lentilhas são um alimento muito versátil, completo e indispensável em qualquer dispensa.



Apesar de em Portugal não usarmos as lentilhas de uma forma muito regular, em muitos países principalmente do sul Asiático, as lentilhas fazem parte dos alimentos básicos do dia-a-dia. De facto, são uma maneira barata e saudável de obter proteína em zonas onde muitos são vegetarianos ou não têm recursos para consumirem carne ou peixe com regularidade.
Há mil maneiras de cozinharmos lentilhas e a receita que trago hoje é uma receita muito básica, daquelas que faço há anos e que aparece recorrentemente cá em casa. É um prato reconfortante, completo, equilibrado e sobretudo muito fácil de fazer. 
Deixar as lentilhas de molho é um passo fundamental, desta forma ficam bem mais fáceis de digerir e cozem mais rapidamente. 
Achei esta receita ideal para publicar conjuntamente com a Joana do My life, my kitchen, um blogue lindo e inspirador, s não conhecem passem por lá.
A Joana é uma menina doce e simpática, apaixonada pela vida e uma super fã de cozinha saudável. Cativa-nos com as suas fotos, com as suas palavras e claro, com as suas receitas. Acho que a Joana ficará muito feliz com esta receita de lentilhas, tão simples e tão saborosa.



Lentilhas estufadas
0,5L de água
150 g lentilhas castanhas
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
1 tira de pimento
azeite
1 cenoura às rodelas
400 g tomate cortado em pedaços
sal, q.b.
pimenta q.b.
1 colher de sopa de sumo de limão
1 c. chá de ervas da Provence
coentros picados

Coloque as lentilhas de molho, com água a cobrir, pelo menos durante 3 horas. Passado o tempo escorra a água das lentilhas e ponha-as a cozer com 500ml de água e sal durante 20 minutos. Retire e reserve.
Coloque num tacho a cebola, o alho, a cenoura , os pimentos e o azeite e salteie durante uns minutos, até a cenoura e a cebola amolecerem.
Adicione o tomate picado, as lentilhas, as ervas e tempere com sal e pimenta. Envolva tudo e deixe cozinhar cerca de 15 minutos.
Junte o sumo de limão e os coentros picados. Cozinhe mais 5 minutos.
Retire do lume e sirva.







Crackers de sementes (vídeo). Seed Crackers

11 de abril de 2018

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Hoje não trago uma receita nova, mas trago uma das minhas receitas preferidas em vídeo!
Estas são umas das crackers mais feitas cá em casa, e tenho-as inclusive feito por diversas vezes para oferecer e são sempre um sucesso.
Resolvi fazê-las em video para que se perceba o quanto são fáceis de confeccionar e que não há necessidade de recorrer a tostas sem qualquer interesse nutricional do supermercado.
Estas vêm carregadas de proteínas, ácidos gordos essenciais, cálcio e fibras. As sementes podem variar com o gosto de cada um, desde que mantenha as de linhaça e de chia. Não contêm glúten (atenção à aveia) nem açúcares e são vegan.
Mantêm-se durante bastante tempo no frasco, desde que bem tapado. Duvido no entanto que se lhes resista !


Crackers de sementes

70g de sementes variadas( abóbora, sésamo, girassol...)
50g de sementes de chia
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
30g de flocos de aveia (sem glúten se necessário)
40g de farinha de aveia (sem glúten se necessário)
sal
1 chávena de chá de agua
2 colheres de sopa azeite


Aqueça o forno a 150ºC.
Numa tigela junte todos os ingredientes secos.
À parte misture a água com o azeite e combine com a mistura seca. Mexa bem.
Deixe repousar 30 minutos para que as sementes de chia absorvam a água e a mistura fique mais consistente.
Coloque a massa entre 2 folhas de papel vegetal e achate-a com um rolo da massa até ficar mais ou menos com 3mm de espessura. Retire a folha de cima de papel vegetal.
Com uma faca faça quadrados ou rectângulos para fazer as crackers.
Coloque num tabuleiro (com a folha de papel vegetal que estava em baixo) e leve ao forno cerca de 30 minutos até estar dourado nas pontas.
Retire e deixe arrefecer. Guarde num recipiente fechado.

Recipe in English

Seed Crackers

1/2 cup mixed seeds (sunflower, pumpkin, sesame, etc)
1/4 cup chia seeds
2 tablespoons flax seeds
1/4 cup rolled oats
1/4 cup oat flour
3/4 teaspoon sea salt
1 cup water
2 tablespoons olive oil

Preheat oven to 150C.
Combine all dry ingredients in a bowl and mix well. In a measuring cup, mix water and oil. Add to dry ingredients and mix until well combined. Let the batter stand for 30 minutes, so the chia seeds can absorb moisture.

Between two sheets of parchment paper, roll out the dough evenly and as thin as possible. Remove top baking paper. With a knife, cut the dough into desired shapes.  Transfer onto baking sheet (with bottom parchment paper).

Place in preheated oven and bake for 30-40 minutes until golden brown and crisp.
Let cool for 5 minutes before breaking them up at pre-cut edges.

Tarte de amêndoa caramelizada (vegan, sem açúcar, sem glúten)

22 de março de 2018


A chegada da Páscoa para mim é aquele marco que significa que o Inverno está prestes a acabar e a Primavera a dar os primeiros passos. É o renascer das flores e folhas nas árvores, os campos estão cobertos de ervas de um verde vibrante, surgem as primeiras borboletas e até nas pessoas se nota um  ânimo diferente.
De facto, a Primavera tem uma energia ascendente, basta observar o que nos rodeia e sentirmos o nosso corpo, e se repararmos bem, é isto que celebramos na Páscoa: a morte e o renascimento. Não interessa se somos ou não religiosos, esta é uma celebração transversal a muitos credos e culturas. 
Não é por acaso que as amêndoas também se começaram a associar a esta época, o seu formato relembra um ovo símbolo de fertilidade e de nascimento. São por isso uma presença constante nas receitas que se fazem nesta altura, e uma das mais apreciadas é sem dúvida a tarte de amêndoa caramelizada.
A Maria Margarida, tal como a grande maioria de nós, adora tarte de amêndoa, e através da nova rubrica do blogue "Adapta a minha receita"  pediu-me que criasse uma versão mais saudável e sem culpa da receita original.
 Não consegui resistir a este pedido até porque também é uma tarte de que todos gostamos cá em casa, e após algumas tentativas, consegui dar uma versão à Maria Margarida, sem açúcar refinado, vegan e sem glúten.
Se é saborosa? Uma maravilha, cá em casa já não queremos outra! Para dizer a verdade, é das receitas que mais me orgulho, não só por ter melhorado substancialmente o valor nutricional em comparação com as versões originais, como por ter um sabor e textura tão próximos destas.




Tarte de amêndoa caramelizada

Base:
80g de farinha de arroz
70g de farinha de amêndoas
100g de xilitol
80g de óleo de coco liquido
50 ml de leite vegetal ( o que mais gostar)
1colher de sopa de sementes de linhaça moídas + 3 colheres de sopa de água ( ou 1 ovo)
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

Recheio:
180g de amêndoa laminada ou palitada
100g de geleia de arroz ou de agave
30g de manteiga de amêndoa ( ou de amendoim)
50 ml de leite vegetal
30g de óleo de coco

Prepare uma forma redonda com cerca de 20cm de diâmetro, forrando o fundo com papel vegetal e depois untando com óleo de coco.
Aqueça o forno  a 180ºC.
Faça a base da tarte.
Misture a linhaça moída com a água  deixe descansar.
Numa tigela misture as farinhas, o bicarbonato e o xilitol.
Noutra tigela misture a mistura da linhaça ( ou o ovo) , o óleo de coco e o leite.
junte o conteúdo das duas tigelas e bata com a batedeira.
Coloque a massa na forma que preparou e leve ao forno durante 30 minutos.

Entretanto prepare o recheio:
Numa frigideira anti-aderente coloque todos os ingredientes do recheio e leve ao lume brando mexendo sempre até que tudo se misture e comece a querer caramelizar. Retire imediatamente do lume.

Retire a tarte do forno e coloque  por cima o recheio (ainda mole).
Leve de novo ao forno até estar com a cor de caramelo ( sensivelmente 20 minutos).
Retire, deixe arrefecer dentro da forma pelo menos 20 minutos e só depois desenforme. Deixe acabar de arrefecer por completo antes de a partir.

Se também tem alguma receita que gostava de ver adaptada, veja a rubrica "Adapta a minha receita" e envie-me um e-mail, terei todo o gosto em tentar ajudar.



Bolo de banana e trigo-sarraceno (sem açúcar, sem glúten)

7 de março de 2018


Normalmente os meus fins de semana resumem-se a um dia, por isso gosto que o tempo que tenho disponível seja vivido a fazer coisas que me dão prazer. Começar a manhã a passear por Lisboa,  ir ao mercado biológico,  sentar com calma no jardim a beber café enquanto converso , brinco e namoro com a minha cara metade, é a minha manhã perfeita. Durante a tarde a cozinha é o meu reino!
Faço pão,  comida para a semana, granola  e claro, não pode faltar o bolinho.
O dia de descanso perfeito para mim é assim.



É nestes dias que normalmente solto a cozinheira criativa que há em mim e é aqui que nascem a maioria das receitas do blogue. 
Desta vez o bolinho nasceu de um laivo de criatividade gerado pela presença demorada de bananas congeladas. Semana após semana aquelas bananas olhavam para mim cada vez que abria a gaveta do congelador . Gostamos das bananas rijas, por isso facilmente são consideradas maduras, e lá vão elas para o congelador à espera de serem usadas numa granola, num gelado ou num bolo.
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Este bolo delicioso é feito com farinha de trigo sarraceno, uma das minhas farinhas sem glúten preferidas. É fácil de trabalhar e confere aos bolos uma boa textura e um sabor característico que tanto gosto.
A presença das bananas permite reduzir a quantidade de adoçante adicionado, no meu caso o xilitol, um dos meus preferidos.
Quem quiser pode omitir os ovos e substituí-los por "ovos de linhaça".
É o bolinho ideal para comer com café  ou para lanchar numa pausa do trabalho.



Bolo de trigo sarraceno e banana
230g de farinha trigo sarraceno
80g de  xilitol ou açúcar de coco
1/2 c. chá de fermento
1/2 c. chá de sal
2 ovos
50g de óleo de coco
1 c. chá de  baunilha
2 bananas feitas em puré
60g de chocolate 70% cacau, picado
40g de amêndoas picadas
50 ml de leite vegetal
20g de manteiga de amendoim
1 banana cortada em rodelas
1 colher de sopa de açúcar de coco (opcional)

Ligue o forno a 180ºC.
Prepare uma forma redonda, forrando o fundo com papel vegetal e pincelando com óleo de coco.
Numa tigela misture a farinha, o fermento, o sal  e o xilitol ou açúcar de coco.
Noutra tigela misture as bananas em puré, a manteiga de amendoim, o óleo de coco, o leite e os ovos. Bata tudo.
Junte o conteúdo das duas tigelas e bata tudo com a batedeira.
Delicadamente envolva as amêndoas partidas e o chocolate.
Coloque no fundo da forma a banana cortada em fatias, polvilhe com açúcar de coco.
Coloque a massa do bolo por cima da banana e leve a cozer  durante  45-60 minutos, até o bolo estar cozido no centro.
Retire do forno, deixe arrefecer e desenforme.

Hambúrgueres de feijão frade (video) / Black eyed pea burgers (video)

14 de fevereiro de 2018

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Quem não gosta de hambúrgueres caseiros? Nós aqui adoramos. Feitos no forno ou na frigideira, acompanhados com legumes ou postos no pão, na nossa casa há sempre hambúrgueres.
A receita destes, feitos com uma base de feijão frade, já tinha sido colocada no blogue, mas agora tem direito  a vídeo!
Se ainda não experimentou fazer os seus próprios hambúrgueres vegetarianos, veja no vídeo como é fácil e rápido. 






Não se esqueçam de sobrescrever o meu canal no Youtube, para verem estes e outros vídeos!






Hambúrgueres de feijão frade

260g de feijão frade cozido (ou 1 lata pequena)
50g de cebola picada ( cerca de meia cebola média)
1 cenoura ralada
40g de pão ralado mais algum para dar forma aos hambúrgueres (use sem glúten se necessário)
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de gengibre em pó
1 colher de sopa de molho de soja
sal
pimenta
coentros picados (opcional)

Numa frigideira salteie a cebola picada e a cenoura ralada no azeite, até estarem macias. Reserve.
Coloque no robot de cozinha ou na picadora o feijão cozido e pique até estar em puré.
Junte a cenoura e a cebola salteadas, a polpa  de tomate, o pão ralado, o molho de soja, sal , pimenta, alho em pó e gengibre. Pique tudo até obter uma pasta. Se quiser junte coentros picados e volte a picar. Prove e rectifique os temperos.
Faça bolinhas, passe-as por pão ralado e achate-as.
Leve ao forno a 180ºC até estarem firmes e tostadas, ou se preferir coloque-as numa frigideira com um pouco de azeite e cozinhe-as dos dois lados.
Também pode guardar em saquinhos ou caixas e congelar.


Recipe in English

Black eyed pea burgers

260g of cooked black-eyed peas (1 small can)
50g chopped onion (about half medium onion)
1 carrot, grated
40g breadcrumbs + more for shaping
2 tablespoons olive oil
2 tablespoons ketchup or tomato pulp
1 teaspoon garlic powder 
1 teaspoon ginger powder
1 tablespoon soy sauce
salt
pepper
chopped coriander (optional)

In a frying pan sauté the chopped onion and grated carrots in olive oil until they are tender.Set asside.
Place in food processor the cooked beans and pulse until pureed.
Add the carrots and onion, ketchup, bread crumbs, soy sauce, salt, pepper, garlic powder and ginger. Pulse everything until you have a paste. If you want add chopped coriander. Taste and correct the seasoning.
Shape into balls, roll them in breadcrumbs and then give a burguer shape.
Bake at 200 ° C for 20 minutes, or cook them in a pan with  oil 
You can also store in bags or boxes and keep in the freezer.



Broas de batata doce ( sem açúcar, vegan, sem glúten)

31 de janeiro de 2018


Gosto de receitas com história, de receitas de família, que passam de geração em geração. Daquelas que têm normalmente segredo, mas que acredito que na maioria das vezes esse grande mistério é o amor que se põe a cozinhar.
Foi por isso que criei a rubrica "Adapta a minha receita" aqui no blogue. Fico muito entusiasmada quando me pedem para adaptar uma receita de família para uma versão mais saudável. Como normalmente o desafio é grande, enche-me o coração saber que a versão criada não se ficou atrás da original.


Desta vez o desafio veio por parte da Ana Maria que se encantou com umas broas de batata doce e frutos secos. A receita continha ovos, farinha de trigo, açúcar, enfim, tudo o que normalmente podemos encontrar nestas receitas tradicionais. Era uma receita muito semelhante à da minha avó por isso conseguia lembrar-me do tipo de textura e sabor destas broas.
Apesar da Ana só me ter pedido uma versão sem açúcar, resolvi complicar mais as coisas e fazer também sem ovos nem glúten.



Quando se altera uma receita para a tornar mais saudável, há pequenos truques que podemos fazer. Neste caso, em vez de cozer as batatas como é costume, utilizei batatas doces assadas no forno. Desta forma o seu doce natural fica mais concentrado, não sendo necessário adicionar tantos adoçantes às broas.
A farinha de amêndoas deixou-as com um sabor ainda mais rico e a farinha de arroz ajudou a ligar tudo. Se no entanto a quiser substituir por outra também é possível.
O sucesso destas broas foi tremendo e está mesmo a ver-se que ultimamente quando asso batatas doces tenho sempre que guardar algumas para fazer esta receita.


Broas de batata doce e frutos secos
(rende cerca de 20 broas)

170g de puré de batata doce assada
100g de farinha de amêndoa
60g de farinha de arroz
100g de geleia de arroz
1 colher de chá de fermento para bolos
1.colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de erva doce em pó
30g de frutos secos partidos (figos, passas, amêndoas, nozes...)
1 pitada de sal

Depois de assar as batatas doces, tire-lhes a pele e faça-as em puré.
Ligue o forno a 180ºC.
A este puré junte a geleia de arroz, as farinhas, a canela e a erva doce, o fermento e o sal.
Misture tudo muito bem com uma colher de pau ou a batedeira.
Junte os frutos secos e envolva na massa.
Se a massa estiver muito fina, acrescente mais um pouco de farinha de arroz.
Forre um tabuleiro com papel vegetal.
Faça pequenas bolinhas com a massa e coloque-as no tabuleiro.
Leve-as ao forno durante 25-30 minutos até estarem douradas.
Retire-as do forno, deixe arrefecer sobre uma rede e coloque-as numa caixa.


Se também tem alguma receita que gostava de ver adaptada, veja a rubrica "Adapta a minha receita" e envie-me um e-mail, terei todo o gosto em tentar ajudar.