Sopa de tomate super leve

11 de julho de 2018


Se há coisa que o Verão tem de bonito são as inúmeras cores das frutas e legumes que se espalham pelas bancas dos mercados.
A variedade é enorme e o difícil é escolher. É nesta altura também que os tomates começam a estar no seu auge e surgem imensas variedades, cada uma mais bonita que outra. Adoro vê-los tão vermelhinhos, suculentos, e gosto mais ainda de os comer crus, como uma maçã ou partidos a meio com um pouco de sal como o meu avô me costumava dar.

Também chegámos àquela altura do ano em que as sopas perdem o seu encanto (pelo menos para mim) o que dificulta bastante os jantares apressados.
Mas há uma sopa que fica bem em qualquer época: a sopa de tomate. Quente ou fria, esta sopa é óptima, leve  e diferente das restantes. Agora é tempo de aproveitar os tomates mais sumarentos e comê-la vezes sem conta. O tomate de lata pode deixá-la mais vermelha mas o sabor não se compara à sopa feita com o tomate da época


Sopa de tomate

1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
2 colheres de sopa de azeite
4 tomates médios frescos picados
2 folhas de manjericão frescas
sal
pimenta
água q.b.

Numa panela refogue ligeiramente os alhos e a cebola no azeite.
Junte os tomates picados e as folhas de manjericão.
Deixe cozinhar até os tomates libertarem todo o sumo.
Tempere com sal e pimenta.
Passe tudo com a varinha mágica até fazer um puré.
Acrescente água aos poucos até obter a consistência desejada.
Ferva mais uns minutos.
Sirva quente ou fria e decore com folhas de manjericão.














Pão de trigo sarraceno sem glúten- vídeo

20 de junho de 2018


Olhando para as estatísticas do meu blogue, verifiquei que durante meses seguidos esta receita de pão sem glúten foi uma das mais vistas.
Não é algo que me espante. Percebo a dificuldade em encontrar pães sem glúten saborosos, com boa textura e que não contenham ingredientes difíceis de encontrar.
Este pão não é igual aos que estamos normalmente habituados, em relação a isso não vou mentir, ainda assim, para o seu grau de complexidade (que é zero) e para o tempo que demora a fazer, é uma alternativa muito boa , económica e sem grandes complicações.
Acho que a isso se deve o seu grande sucesso e daí eu ter feito um vídeo para poder mostrar o quanto realmente é fácil de fazer.
Espero que gostem e que vos entusiasme a fazer o próprio pão sem glúten.

Ah, e não se esqueçam de passar no meu canal do Youtube, onde podem ver este e outros vídeos!






Pão sem glúten de trigo sarraceno

170g de mistura de farinhas sem glúten para pão (eu uso esta)
140g de farinha de trigo sarraceno
10g de fermento para bolos
1 colher de chá de sal marinho, mal cheia
1 colher de xilitol ou outro adoçante que prefira
1 ovo
200ml de leite de soja ou arroz
100ml de óleo de girassol (de boa qualidade!!!)
sementes q.b. (opcional)

Pré-aqueça o forno a 180º.
Prepare uma forma de bolo inglês com cerca de 20 cm.
Numa tigela misture os ingredientes secos: as farinhas, o sal, o fermento e o xilitol.
Bata o ovo com um garfo e junte-o no preparado das farinhas. Junte o óleo e o leite.
Bata com a batedeira.
Coloque na forma , alise a superfície e salpique com sementes.
Leve ao forno cerca de 40 minutos, até estar cozido.
Coloque a arrefecer numa rede antes de partir.


Bolo vegan com creme de chocolate

5 de junho de 2018


Desde que criei a rubrica "Adapta a minha receita", que tenho recebido imensos pedidos para adaptar para uma versão mais saudável as comidas preferidas de imensas pessoas.  De facto, os pedidos têm sido bastante engraçados e diga-se de passagem, bem desafiantes. Infelizmente não consegui ainda adaptar todos eles, mas descansem os interessados que eu não estou esquecida!




Este em particular foi um pedido que me estimulou imenso e não descansei enquanto não consegui a versão perfeita. A Cláudia pediu-me um bolo para a festa de aniversário do filho. Queria um bolo vegan e com um creme que pudesse ser trabalhado com o saco de pasteleiro. 
Bolos fofos sem ovos e que não difiram muito dos convencionais não são tarefa fácil,  que o diga quem já tentou fazer. A coisa fica ainda mais complicada quando o público são crianças, desejosas de comer uma fatia de bolo guloso e cheio de sabor depois de uma tarde de brincadeira. Assim,  o sabor escolhido foi o chocolate e optei por utilizar farinha de espelta branca para que  o bolo ficasse mais fofo.
O resultado é um bolo delicioso com camadas de um creme de chocolate irresistível.  A Cláudia ficou feliz e o bolo foi um sucesso na festa. Afinal, até em ocasiões especiais podemos comer algo mais saudável.  


Tanto o bolo como o creme são bastante adaptáveis e podem inclusive ser utilizados noutras receitas.
Fiz várias experiências com farinhas e adoçantes diferentes e esta foi a versão que mais me agradou e me pareceu mais perto daquilo a que estamos habituados em bolos de festas. Contudo, pode ser ainda mais saudável se utilizarmos uma farinha integral.
Aconselho que se leia bem toda a receita porque tem alguns truques e detalhes que podem fazer diferença no resultado final.
Bolo vegan com creme de chocolate

Para o bolo
( para uma forma de 20cm de diâmetro)

250ml de leite vegetal (arroz, soja, amêndoa...)
1 colher de sopa de vinagre
220g de farinha de espelta branca PENEIRADA ou farinha de trigo T65
1/2 colher de chá de sal
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento para bolos
120g de xilitol ou açúcar de coco
50ml de óleo de girassol (de boa qualidade)
1 colher de chá de baunilha

Ligue o forno a 180ºC.
Numa tigela misture o leite com o vinagre e deixe descansar 10 minutos.
Noutra tigela misture a farinha peneirada, o fermento e o bicarbonato.
Noutra taça bata o óleo com o açúcar .
Junte a mistura da farinha, alternando com a do leite.
Não bata demasiado.
Coloque numa forma forrada com papel vegetal e barrada com óleo de coco.
Leve ao forno durante 25-30 minutos.
Retire, deixe arrefecer e só depois desenforme.

Creme
200ml de natas de coco
150g de chocolate 70% cacau
50g de xilitol
1/2 colher de chá de baunilha

Derreter tudo em banho maria até todos os ingredientes se misturarem bem.
Colocar numa tigela e levar ao frigorífico até estar firme, mas de modo que ao tocar no meio, o creme ceda ligeiramente.
Neste ponto, retirar do frigorífico e deixar à temperatura ambiente durante 15 minutos.
Bater com a batedeira de modo a obter um creme fofo.
Está pronto a usar.

NOTAS
- Para este bolo fiz 3 vezes a receita para ficar com 3 camadas. Pode fazer só duas se preferir.

- Não utilizo açúcar, prefiro xilitol, mas  quem quiser pode usar açúcar de coco.

- Experimentei com farinha integral mas achei o bolo pesado, com a farinha de trigo branca foi a versão mais leve, no entanto nutricionalmente prefiro a de espelta, mesmo que seja branca.

- Dependendo do tamanho do bolo que se quer, talvez seja necessário dobrar a receita do creme.

- Pode fazer as suas natas de coco colocando a  lata do leite de coco no frigorífico durante a noite, e no dia seguinte utilizar apenas a parte mais espessa. No entanto não é fácil encontrar um leite de coco que sirva para este processo, por isso pode  jogar pelo seguro e utilizar o creme de coco. Já experimentei várias marcas, e infelizmente, apesar de não ser biológico, este é o que melhor funcionou.









Bolachas de cacau e amaranto (sem açúcar e glúten)

17 de maio de 2018


O mundo dos blogues tem coisas curiosas. É incrível como se gera entre as pessoas um sentido comunitário, com partilhas, dicas e conselhos. Rapidamente se começa a conhecer os nomes dos autores dos vários blogues, as suas características e pormenores da sua vida. Pouco a pouco surgem amizades mesmo sem proximidade física. 
Aconteceu comigo em relação a algumas bloguers e uma delas é a Inês do lindo blogue "Ananás e Hortelã". Eu e a Inês não nos conhecemos, mas como que por artes mágicas, gerou-se entre nós uma grande empatia e carinho. É daquelas coisas que não se explicam, simplesmente acontecem.



Tal como eu, a Inês é uma apaixonada por bolos, pão e bolachas. Acho que devemos ficar fascinadas pela transformação que ocorre no forno, mas sobretudo acho que são coisas que nos fazem sentir felizes, confortáveis e nos trazem boas memórias.
Hoje trago uma receita que não resisti "roubar" do seu blogue e à qual fiz algumas alterações para as tornar mais saudáveis e ao meu jeito.
Utilizar amaranto em bolachas não é definitivamente uma escolha óbvia, e se calhar foi exactamente isto que me chamou a atenção.
 O amaranto não é um grão conhecido por todos, eu própria acabo por o cozinhar quase sempre das mesmas formas. Já falei nele aqui nestas papas deliciosas, e ando em busca de outras formas de o fazer.


Quero cada vez mais incorporá-lo no meu dia-a-dia principalmente porque nutricionalmente o amaranto é muito interessante sobretudo pela sua quantidade de proteína, ferro e cálcio. Uma mais valia para quem não consome fontes de proteína animal.
É importante não saltar o passo de o demolhar e posteriormente desidratar caso não o utilize de seguida.  Isto facilitará a sua digestão e livra-nos de todos os anti nutrientes que contem. Para me facilitar a tarefa costumo demolhar logo uma grande quantidade logo que o compro e depois coloco no forno baixo durante  alguns minutos para secar. Assim é só tirar do frasco e cozinhar quando me apetece sem ter que estar preocupada com este processo.
Não deixem de experimentar estas bolachas. São deliciosas, crocantes graças ao amaranto, saudáveis, sem açúcar refinado nem glúten e uma óptima forma de utilizar este super grão.


Bolachas de amaranto e cacau
(veja aqui a receita original)

200g de amaranto
250g de farinha de aveia
100g de xilitol
70g de óleo de coco amolecido mas frio
1 ovo
1 a 2 colheres de sopa de cacau em pó

Comece por demolhar o amaranto.
Coloque-o dentre uma tigela com o dobro da água e deixe-o de molho pelo menos durante 4 horas ou durante a noite.
Com a ajuda de um coador, descarte esta água e lave o amaranto.
Coloque-o espalhado num tabuleiro e leve ao forno a 100ªC até estar seco (cerca de 25 minutos), virando-o algumas vezes. Depois de seco pode utilizar para fazer as bolachas.
Numa taça bata bem o ovo com o xilitol e o óleo de coco.
Adicione o cacau e a farinha de aveia e misture bem até ficar homogéneo.
Junte o amaranto e envolva-o na massa com a colher. Forme uma bola, envolva em película aderente e leve ao frio por 20-40 minutos.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e aqueça o forno a 180ºC.
Faça pequenas bolinhas com a massa, espalme-as bem com a mão e coloque-as no tabuleiro. Levar ao forno durante 12-15 minutos.
As bolachinhas podem ainda estar ligeiramente moles quando as retira, mas vão ficando crocantes com o tempo.
Retire do tabuleiro e coloque-as a arrefecer numa rede.
Guarde num frasco bem fechado.



Estufado simples de lentilhas

29 de abril de 2018


Podíamos estar uma tarde inteira a falar de lentilhas e mesmo assim não teríamos falado tudo.
A quantidade de variedades que existe é enorme, amarelas, laranja, castanhas, pretas...um autêntico arco-íris!
Cada uma tem as suas características, diferem não só na cor, mas também na textura e no sabor. Umas cozem rapidamente e transformam-se em puré, enquanto outras são bem mais demoradas. Umas são ideais para sopas e caris, enquanto outras ficam óptimas em saladas ou estufados.
Seja qual for a variedade, as lentilhas são um alimento muito versátil, completo e indispensável em qualquer dispensa.



Apesar de em Portugal não usarmos as lentilhas de uma forma muito regular, em muitos países principalmente do sul Asiático, as lentilhas fazem parte dos alimentos básicos do dia-a-dia. De facto, são uma maneira barata e saudável de obter proteína em zonas onde muitos são vegetarianos ou não têm recursos para consumirem carne ou peixe com regularidade.
Há mil maneiras de cozinharmos lentilhas e a receita que trago hoje é uma receita muito básica, daquelas que faço há anos e que aparece recorrentemente cá em casa. É um prato reconfortante, completo, equilibrado e sobretudo muito fácil de fazer. 
Deixar as lentilhas de molho é um passo fundamental, desta forma ficam bem mais fáceis de digerir e cozem mais rapidamente. 
Achei esta receita ideal para publicar conjuntamente com a Joana do My life, my kitchen, um blogue lindo e inspirador, s não conhecem passem por lá.
A Joana é uma menina doce e simpática, apaixonada pela vida e uma super fã de cozinha saudável. Cativa-nos com as suas fotos, com as suas palavras e claro, com as suas receitas. Acho que a Joana ficará muito feliz com esta receita de lentilhas, tão simples e tão saborosa.



Lentilhas estufadas
0,5L de água
150 g lentilhas castanhas
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
1 tira de pimento
azeite
1 cenoura às rodelas
400 g tomate cortado em pedaços
sal, q.b.
pimenta q.b.
1 colher de sopa de sumo de limão
1 c. chá de ervas da Provence
coentros picados

Coloque as lentilhas de molho, com água a cobrir, pelo menos durante 3 horas. Passado o tempo escorra a água das lentilhas e ponha-as a cozer com 500ml de água e sal durante 20 minutos. Retire e reserve.
Coloque num tacho a cebola, o alho, a cenoura , os pimentos e o azeite e salteie durante uns minutos, até a cenoura e a cebola amolecerem.
Adicione o tomate picado, as lentilhas, as ervas e tempere com sal e pimenta. Envolva tudo e deixe cozinhar cerca de 15 minutos.
Junte o sumo de limão e os coentros picados. Cozinhe mais 5 minutos.
Retire do lume e sirva.







Crackers de sementes (vídeo). Seed Crackers

11 de abril de 2018

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Hoje não trago uma receita nova, mas trago uma das minhas receitas preferidas em vídeo!
Estas são umas das crackers mais feitas cá em casa, e tenho-as inclusive feito por diversas vezes para oferecer e são sempre um sucesso.
Resolvi fazê-las em video para que se perceba o quanto são fáceis de confeccionar e que não há necessidade de recorrer a tostas sem qualquer interesse nutricional do supermercado.
Estas vêm carregadas de proteínas, ácidos gordos essenciais, cálcio e fibras. As sementes podem variar com o gosto de cada um, desde que mantenha as de linhaça e de chia. Não contêm glúten (atenção à aveia) nem açúcares e são vegan.
Mantêm-se durante bastante tempo no frasco, desde que bem tapado. Duvido no entanto que se lhes resista !


Crackers de sementes

70g de sementes variadas( abóbora, sésamo, girassol...)
50g de sementes de chia
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
30g de flocos de aveia (sem glúten se necessário)
40g de farinha de aveia (sem glúten se necessário)
sal
1 chávena de chá de agua
2 colheres de sopa azeite


Aqueça o forno a 150ºC.
Numa tigela junte todos os ingredientes secos.
À parte misture a água com o azeite e combine com a mistura seca. Mexa bem.
Deixe repousar 30 minutos para que as sementes de chia absorvam a água e a mistura fique mais consistente.
Coloque a massa entre 2 folhas de papel vegetal e achate-a com um rolo da massa até ficar mais ou menos com 3mm de espessura. Retire a folha de cima de papel vegetal.
Com uma faca faça quadrados ou rectângulos para fazer as crackers.
Coloque num tabuleiro (com a folha de papel vegetal que estava em baixo) e leve ao forno cerca de 30 minutos até estar dourado nas pontas.
Retire e deixe arrefecer. Guarde num recipiente fechado.

Recipe in English

Seed Crackers

1/2 cup mixed seeds (sunflower, pumpkin, sesame, etc)
1/4 cup chia seeds
2 tablespoons flax seeds
1/4 cup rolled oats
1/4 cup oat flour
3/4 teaspoon sea salt
1 cup water
2 tablespoons olive oil

Preheat oven to 150C.
Combine all dry ingredients in a bowl and mix well. In a measuring cup, mix water and oil. Add to dry ingredients and mix until well combined. Let the batter stand for 30 minutes, so the chia seeds can absorb moisture.

Between two sheets of parchment paper, roll out the dough evenly and as thin as possible. Remove top baking paper. With a knife, cut the dough into desired shapes.  Transfer onto baking sheet (with bottom parchment paper).

Place in preheated oven and bake for 30-40 minutes until golden brown and crisp.
Let cool for 5 minutes before breaking them up at pre-cut edges.

Tarte de amêndoa caramelizada (vegan, sem açúcar, sem glúten)

22 de março de 2018


A chegada da Páscoa para mim é aquele marco que significa que o Inverno está prestes a acabar e a Primavera a dar os primeiros passos. É o renascer das flores e folhas nas árvores, os campos estão cobertos de ervas de um verde vibrante, surgem as primeiras borboletas e até nas pessoas se nota um  ânimo diferente.
De facto, a Primavera tem uma energia ascendente, basta observar o que nos rodeia e sentirmos o nosso corpo, e se repararmos bem, é isto que celebramos na Páscoa: a morte e o renascimento. Não interessa se somos ou não religiosos, esta é uma celebração transversal a muitos credos e culturas. 
Não é por acaso que as amêndoas também se começaram a associar a esta época, o seu formato relembra um ovo símbolo de fertilidade e de nascimento. São por isso uma presença constante nas receitas que se fazem nesta altura, e uma das mais apreciadas é sem dúvida a tarte de amêndoa caramelizada.
A Maria Margarida, tal como a grande maioria de nós, adora tarte de amêndoa, e através da nova rubrica do blogue "Adapta a minha receita"  pediu-me que criasse uma versão mais saudável e sem culpa da receita original.
 Não consegui resistir a este pedido até porque também é uma tarte de que todos gostamos cá em casa, e após algumas tentativas, consegui dar uma versão à Maria Margarida, sem açúcar refinado, vegan e sem glúten.
Se é saborosa? Uma maravilha, cá em casa já não queremos outra! Para dizer a verdade, é das receitas que mais me orgulho, não só por ter melhorado substancialmente o valor nutricional em comparação com as versões originais, como por ter um sabor e textura tão próximos destas.




Tarte de amêndoa caramelizada

Base:
80g de farinha de arroz
70g de farinha de amêndoas
100g de xilitol
80g de óleo de coco liquido
50 ml de leite vegetal ( o que mais gostar)
1colher de sopa de sementes de linhaça moídas + 3 colheres de sopa de água ( ou 1 ovo)
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

Recheio:
180g de amêndoa laminada ou palitada
100g de geleia de arroz ou de agave
30g de manteiga de amêndoa ( ou de amendoim)
50 ml de leite vegetal
30g de óleo de coco

Prepare uma forma redonda com cerca de 20cm de diâmetro, forrando o fundo com papel vegetal e depois untando com óleo de coco.
Aqueça o forno  a 180ºC.
Faça a base da tarte.
Misture a linhaça moída com a água  deixe descansar.
Numa tigela misture as farinhas, o bicarbonato e o xilitol.
Noutra tigela misture a mistura da linhaça ( ou o ovo) , o óleo de coco e o leite.
junte o conteúdo das duas tigelas e bata com a batedeira.
Coloque a massa na forma que preparou e leve ao forno durante 30 minutos.

Entretanto prepare o recheio:
Numa frigideira anti-aderente coloque todos os ingredientes do recheio e leve ao lume brando mexendo sempre até que tudo se misture e comece a querer caramelizar. Retire imediatamente do lume.

Retire a tarte do forno e coloque  por cima o recheio (ainda mole).
Leve de novo ao forno até estar com a cor de caramelo ( sensivelmente 20 minutos).
Retire, deixe arrefecer dentro da forma pelo menos 20 minutos e só depois desenforme. Deixe acabar de arrefecer por completo antes de a partir.

Se também tem alguma receita que gostava de ver adaptada, veja a rubrica "Adapta a minha receita" e envie-me um e-mail, terei todo o gosto em tentar ajudar.