Sopa de alface (sem batata)

27 de maio de 2019



Sabem quando temos aquela alface no frigorífico que comprámos para fazer saladas que acabaram por nunca acontecer?
Por aqui nada se deita fora e antes que os legumes se estraguem arranjo sempre soluções para os usar.
A alface normalmente é usada para saladas, mas a verdade é que nem sempre as fazemos e a alface vai ficando no frigorífico, ou então estão na época e o quintal ficou cheio de alfaces que nascem todas ao mesmo tempo e não conseguimos dar uso a todo o stock.
Vocês também conhecem alguma destas situações?

Esta é a minha sopa de alface preferida, é super cremosa apesar de não levar batata e esta combinação de legumes é deliciosa.
Faço-a sempre que tenho demasiada alface em casa ou quando me apetece uma sopa cremosa mas muito fácil de digerir . Gosto de a comer com amêndoas picadas por cima, mas se quiser que se torne uma refeição completa, sirva-a com quadrados de tofu ou queijo.



Sopa de alface

1 alface média
1 courgete média
1 cebola
2 dentes de alho
1 alho francês (só a parte branca)
1 cenoura
1 nabo médio
1 chávena de chá de ervilhas
80g de folhas de espinafres
1/2 molho de coentros picados
3 colheres de sopa de azeite
sal
pimenta

Cortar todos os legumes em cubos.
Saltear no azeite todos os legumes excepto a alface, os espinafres e os coentros.
Juntar água até cobrir  os legumes e cozinhe em lume brando até estarem cozidos.
Quando os legumes estiverem macios, juntar a alface, os espinafres e deixar cozer mais 10 minutos. Juntar os coentros picados e apagar o lume.
Passar tudo com a varinha mágica. Se necessário acrescentar mais um pouco de água.
Temperar com sal, pimenta e colocar o azeite.
Levar ao lume de novo só até levantar fervura.
Retirar e servir com coentros picados.





Bolachas de aveia e coco sem glúten

2 de maio de 2019


Há alturas em que o tempo me parece escapar por entre os dedos. Será tarefas a mais ou má gestão da minha parte?
Dou por mim com a agenda toda rabiscada, nada organizada, os afazeres domésticos reduzem-se ao indispensável, as refeições são pouco inspiradas e bastante básicas e até a lata dos biscoitos que costuma ter sempre uns miminhos mais saudáveis para petiscar, está vazia há semanas.


Foi assim que nasceram estas bolachas relâmpago. Se gosta de bolachas, estas vão ser as suas preferidas!
Com ingredientes fáceis de encontrar, saudáveis e sem glúten.
São simples de fazer e mais fáceis ainda de comer! Garanto que não duram muito na lata dos biscoitos, por isso se quiser dobre a receita.
Para uma versão vegan, sugiro que substitua o ovo por um "ovo" de linhaça, se a massa ficar muito mole, acrescente uma colher de sopa de farinha de coco.










Bolachas de farinha de coco e aveia
(rende 12 bolachas)

30g de farinha de coco
90g de flocos de aveia finos
60g de óleo de coco
60g de açúcar de coco
1 ovo

Comece por misturar todos os ingredientes secos.
Junte o óleo de coco amolecido mas não líquido e o ovo.
Misture tudo muito bem com as mãos ou com uma colher de pau.
Coloque a massa no frigorífico durante 30 minutos até estar firme.
Ligue o forno a 160ºC.
Forre um tabuleiro com papel vegetal.
Estenda a massa entre duas folhas de papel vegetal com a ajuda de um rolo da massa.
Retire a folha de cima e com a ajuda de um copo ou de um corta-massas faça as bolachas.
Coloque no tabuleiro e leve ao forno durante 15 minutos.
Retire, deixe arrefecer em cima de uma grade.
Guarde as bolachas depois de frias num frasco fechado.





Bolo de cenoura vegan com creme de caju

14 de abril de 2019


A chegada da Páscoa para mim é aquele marco que significa que o Inverno finalmente se foi e a Primavera está  a dar os primeiros passos. É o renascer das flores e folhas nas árvores, os campos estão cobertos de ervas de um verde vibrante, surgem as primeiras borboletas e até nas pessoas se nota um  ânimo diferente.
De facto, a Primavera tem uma energia ascendente, basta observar o que nos rodeia e sentirmos o nosso corpo. Se repararmos bem, é isto que celebramos na Páscoa: a morte e o renascimento. Não interessa se somos ou não religiosos, esta é uma celebração transversal a muitos credos e culturas. 
Este ano celebro a Páscoa com este maravilhoso bolo de cenoura com creme de caju
A massa do bolo é deliciosa, húmida e feita com farinha de espelta integral. O uso de puré de maçã e da cenoura ralada faz com que os ovos não sejam necessários, tornando este bolo vegan.
O creme de caju é qualquer coisa do outro mundo e combina na perfeição com a massa do bolo. Não é obrigatório , mas garanto que não se arrependem se o fizerem. É uma excelente alternativa aos cremes que normalmente se usam paa cobrir os bolos.
Seja para a Páscoa ou para outra ocasião ou apenas porque lhe apetece, não deixe de experimentar este bolo.





Bolo vegan de cenoura com creme de caju

Bolo
240g de cenoura ralada
240g de geleia de agave
100g de puré de maçã sem açúcar (caseiro ou de compra)
50ml de azeite
300g de farinha de espelta integral 
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de chá de fermento para bolos
2 colheres de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de gengibre em pó
1 pitada de sal
30g de amêndoas picadas

Ligue o forno a 180ºC.
Prepare um forma com 16 cm de diâmetro, forrando o fundo com papel vegetal.
Numa tigela misture as cenouras raladas, a geleia de agave, o puré de maçã e o azeite.
Noutra tigela misture os ingredientes secos: a farinha de espelta, o bicarbonato, o sal, o fermento, as especiarias e as amêndoas picadas.
Junte o conteúdo das duas tigelas e bata tudo.
Coloque a massa na forma e alise a superfície.
Leve ao forno durante cerca de 60 minutos ou até o bolo estar cozido no centro.
Retire do forno, deixe arrefecer e só depois desenforme.

Creme de caju
300g de cajus ao natural
água q.b.
50ml de geleia de agave
120-150ml de leite de aveia ou outro que prefira
1 colher de chá de extracto de baunilha
1/2 colher de chá de canela em pó
1 pitada de sal fino

Coloque os cajus de molho com o dobro do volume da água pelo menos durante 2 horas ou então coloque no frigorífico e deixe ficar de um dia para o outro.
Coe a água dos cajus utilizando um passador e lave-os com água corrente. Deixe escorrer bem.
Coloque todos os ingredientes na picadora, excepto o leite, e pique até obter uma pasta.
Junte o leite pouco a pouco e pique até obter uma consistência cremosa suave e fácil de barrar.
Leve ao frigorífico.

Para montar o bolo
Corte o bolo em 2 ou 3 partes iguais.
Barre cada parte com o creme de caju e sobreponha-as.
Com o restante creme barre as laterais do bolo e o topo.
Pode decorar com amêndoas picadas.
Deixe no frigorífico até servir.


Bolas de Abóbora (vegan e sem glúten)

27 de fevereiro de 2019


Tenho a certeza que vão gostar tanto destas bolinhas como eu, por isso resolvi fazê-la em vídeo (finalmente um novo vídeo!)
Como vão poder ver, esta receita não podia ser mais fácil de fazer. Uma vez a abóbora estando assada, basta misturar tudo. Este é o tipo de receita que gosto de partilhar porque mostra que comida saudável não tem que ser complicada e cheia de ingredientes com nomes complicados.  
   

Aproveite para assar a abóbora quando acender o forno para fazer um bolo ou um assado, depois é só juntar tudo na picadora e já esta!
Estas bolinhas são extremamente versáteis: podemos comê-las numa refeição , servi-las como entrada, comer quentes, comer frias, levar para o trabalho, congelar...
Pode fazer com elas o que quiser. Os temperos também podem variar. No vídeo mostrei uma versão básica, mas pode usar outros como paprica fumada, molho de soja ou caril, fica ao seu critério.





Bolas de abóbora
(rende cerca de 15 bolinhas)

2 chávenas de chá de abóbora partida em quadrados
azeite
1 chávena de chá se salsa ou coentros picados
60g de farinha de aveia
10 amêndoas
1 colher de chá de alho em pó
paprica fumada (opcional)
sal
pimenta
pão ralado ou farinha de tapioca

Ligue o forno a 180ºC.
Coloque os quadrados de abóbora num tabuleiro, regue com azeite e leve ao forno durante 30-40 minutos ou até estarem macios.
Retire do forno e deixe arrefecer.
Coloque os quadrados de abóbora na picadora e junte os restantes ingredientes.
Pique tudo até obter uma pasta.
Prove e verifique os temperos.
Se a pasta estiver muito mole coloque um pouco mais de farinha de aveia.
Com a ajuda de duas colheres, faça bolinhas  e passe-as por pão ralado ou farinha de tapioca.
Leve as bolinhas a assar no forno por 20 minutos, rodando-as a meio do tempo.
Retire, sirva quentes ou frias com o seu molho preferido.

VEJA O PASSO A PASSO NO VÍDEO  E SIGAM-ME NO MEU CANAL DO YOUTUBE!










Batata doce recheada para o pequeno almoço

21 de janeiro de 2019


Desengane-se quem pensou que este blogue tinha desaparecido com a chegada do novo ano ;) 
Apesar de não ser colocada nenhuma receita há bastante tempo, ainda está vivo, de boa saúde e cheio de novos projectos.
De facto, a série de mil coisas que estão a acontecer ao mesmo tempo na minha vida são o motivo deste desaparecimento.


Não sou pessoa de fazer resoluções de Ano Novo, não acho que seja necessário a chegada de um novo ano para se mudar , começar ou resolver o que quer que seja. Se é para fazer, faz-se, não interessa a altura do ano. No entanto, desta vez resolvi que tinha que mudar o meu pequeno almoço que nos últimos meses estava a ser demasiado repetitivo.
Gosto que o pequeno almoço varie, todos devíamos ter esse cuidado, mas exactamente por causa da loucura que tem sido a vida, há meses que me tornei "preguiçosa" e não passava do mesmo.

Eventualmente, se calhar até por estar a ser preguiçosa, "descobri" que comer batatas doces de manhã que tinham sobrado do dia anterior, era um pequeno almoço que rondava a perfeição.
Esta receita que hoje trago, é mais uma ideia que uma receita, mas não podia deixar de partilhar.
Bem sei que alguns dirão que não é nada de especial, mas também sei que muitos, tal como eu, anda não se tinham apercebido que a batata doce é qualquer coisa de fantástico comida desta forma.


Alem de delicioso, este pequeno almoço é muito saudável. A batata doce é muito rica em fibras que atrasam a absorção dos açúcares  além de nos darem a sensação de saciedade durante muito mais tempo. Comê-la ao pequeno almoço é uma óptima opção porque dá-nos energia para a manhã e uma dose extra de vitaminas antioxidantes (Vitaminas A, C e E) que entre outras coisas ajudam a estimular o nosso sistema imunitário.
Coma-a directamente da casca ou se preferir coloque a polpa numa taça, os toppings são ao seu gosto, mas não deixe de incluir a manteiga de amendoim, fazem uma dupla incrível.


Batata doce recheada 

batata doce assada com a casca ( 1 a 2 por pessoa)

Toppings ( à escolha)
manteiga de amendoim
coco ralado
nozes, amêndoas, avelãs
aveia
sementes
canela em pó
geleia de arroz / mel
.....

Abra ao meio a batata doce assada morna ou fria ou então retire a polpa para uma taça.
Coloque os toppings que escolheu por cima e delicie-se!


Bolo Inglês (vegan, sem açúcar)

17 de dezembro de 2018


A rubrica "Adapta a minha receita" tem andado parada por aqui, é verdade, reconheço. Não por falta de pedidos, que estão sempre a chegar, nem por falta de vontade, é mesmo falta de tempo...
Este pedido foi um dos primeiros que me fizeram quando criei esta rubrica, no entanto só agora o estou a publicar. 
A Ângela, pediu-me uma receita de Bolo Inglês, o seu bolo preferido, como me disse.  Quando o li, levei as mãos à cabeça! Bolo Inglês?! Eu nunca comi! 
É verdade, conheço-lhe a forma, a imagem, mas foi bolo que nunca provei nem nunca vi na minha casa.  Não podia no entanto falhar à Ângela e a um pedido tão amoroso. 
Corri metade de Lisboa à procura de um Bolo Inglês fora de época, tinha que comprar para perceber como era, o que levava, como era a textura. 


Confesso que finalmente depois de provar um Bolo Inglês, não fiquei fã, no entanto fiquei a saber que era bolo com uma grande legião de adeptos. E eu que pensava que só se punha bolo inglês na mesa de Natal porque era bonito...
Esta versão vegan, sem açúcar refinado, sem as frutas cristalizadas e com farinha de espelta integral, fez bastante sucesso, mesmo entre os fãs do dito bolo. Para mim é ainda melhor e fará parte da nossa mesa de Natal este ano.



Conseguir a textura do bolo inglês é difícil, estamos a falar de um bolo em que a quantidade de manteiga é absurda, por isso não foi fácil obter uma receita com a suavidade que esta lhe dá. Fora a manteiga, a quantidade de açúcar também não lhe fica atrás, aqui valeu-me o fiel xilitol, mas quem quiser pode usar açúcar de coco, apesar de alterar o sabor.
As frutas cristalizadas que caracterizam este bolo, obviamente também têm que ficar de fora numa versão saudável. As frutas desidratadas como as tâmaras, passas, figos, alperces, já são suficientemente doces.
Aconselho mesmo a quem não gosta de Bolo Inglês a experimentar esta versão. É um bolo delicioso,  que fica bem mesmo fora da época da Natal.

SE TAMBÉM QUER AJUDA PARA TORNAR UMA RECEITA TRADICIONAL NUMA VERSÃO MAIS SAUDÁVEL, VEJA AQUI COMO PARTICIPAR NA RUBRICA "ADAPTA A MINHA RECEITA"



Bolo inglês vegan e sem açúcar

60g de óleo de coco
80g de xilitol
1 colher de sopa de moscatel ou vinho do porto
180ml de leite vegetal
1 colher de sopa de sumo de limão
100 g de fruta desidratada partida ( figos secos, alperces, tâmaras, passas, ameixas....)
1 pitada de sal
1 e 1/2 colheres de chá de fermento para bolos
220g farinha de espelta integral

Numa tigela pequena junte o sumo de limão com a bebida vegetal. Reserve.
Ligue o forno a 180ºC .
Forre o fundo de uma forma de bolo inglês com papel vegetal e unte-a com óleo de coco.
Misture os frutos secos partidos com 1 colher de chá de farinha para que não fiquem no fundo da forma.
Numa taça bata o óleo de coco (mole mas não líquido) com o xilitol.
Junte o vinho do Porto .
Junte a farinha e o fermento e bata com a batedeira.
Acrescente os frutos partidos e envolva-os com a colher de pau.
Coloque a massa na forma.
Leve a cozer durante 50-60 minutos, ou até o centro do bolo estar cozido.
Se necessário a meio da cozedura tape com folha de alumínio para não queimar.
Retire, deixe arrefecer e só depois desenforme.
Pincele com geleia de arroz ou de agave , coloque as frutas partidas por cima e polvilhe com xilitol em pó.

NOTAS:
-Pode usar-se farinha de trigo integral.
-As frutas secas são sem açúcar!
-Para fazer o xilitol em pó, basta colocá-lo na picadora e picar até obter a textura.
-Usei uma forma de bolo inglês média, se usar das grandes dobre a receita




Cogumelos estufados

2 de dezembro de 2018


Enquanto estou a escrever esta nova entrada no blogue, oiço a chuva a cair em todo o seu esplendor e o vento a bater na janela do quarto. Em dias como este, morar num sexto andar pode-nos fazer pensar que o Mundo vai desabar. É daqueles dias que a grande maioria das pessoas diria que não há melhor que estar no sofá aconchegadinho entre mantas felpudas. A grande maioria, porque eu com  a minha mente inquieta (e espero que mais uns quantos), não alinhamos nessas coisas. Até mesmo nestes dias prefiro estar fora de casa e, caso esteja, o sofá não chama por mim.
Mesmo cheia de mantas e robes que arrasto comigo, arranjo sempre coisas para fazer, receitas para inventar, arrumações ou alguma coisa para acabar daquelas que vão ficando na lista de espera.


Ainda assim, confesso que no final do dia é reconfortante ficar sentada (com o robe e as mil mantas), a saborear uma refeição aconchegante, quentinha, daquelas com sabor a dias de Inverno.
Esta é uma dessas receitas, os amantes de cogumelos vão adorá-la tanto como eu. Enquanto saboreio este estufado, a imagem que me surge é uma cabana de madeira num bosque, com uma chaminé a fumegar, enquanto lá dentro se cozinha na lareira num tacho de barro os cogumelos acabados de apanhar.
É um prato que nos aquece, muito proteico, cheio de nutrientes mas baixo em calorias, típico dos pratos feitos com cogumelos. Não deixe de o experimentar com os cogumelos que mais gostar e para completar o quadro, sirva-o com arroz preto ou vermelho, fica soberbo.


Cogumelos estufados

1 cebola média picada
4 dentes de alho picados
60ml de vinho tinto
1 colher de sopa de farinha de arroz ou outra que prefira
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de sopa de ervas da Provence
500g de cogumelos cortados em lâminas
2 colheres de chá de molho de soja
1 chávena de chá de água
azeite q.b.
sal
pimenta
salsa picada para guarnecer

Saltear no azeite o alho picada e a cebola.
Juntar o vinho e deixar cozinhar até não haver liquido.
Juntar a farinha de arroz e misturar bem com a colher.
Adicionar a polpa de tomate. Cozinhar durante 3 minutos.
Juntar os cogumelos, o molho de soja, a água e as ervas da Provence.
Temperar com sal e pimenta.
Deixar cozinhar durante cerca de 10 minutos, até o molho ficar espesso.
Verificar os temperos.
Guarnecer com salsa picada.