Frutos secos "caramelizados"- o novo vídeo

11 de dezembro de 2017

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Com o Natal a chegar a azáfama das prendas começa, mas lojas cheias e centros comerciais a abarrotar não são definitivamente os meus lugares de sonho para passar a tarde.
De ano para ano, se calhar para fugir a este reboliço, tenho vindo cada vez mais a fazer em casa as prendas para oferecer.
Adoro as prendas homemade, gosto de as fazer e gosto de as receber. Quando fazemos algo para alguém estamos a colocar um pouco de nós nessa oferta: o nosso carinho, o nosso tempo e dedicação, por isso lhes dou tanto valor.

Já tinha partilhado anteriormente esta receita de frutos secos caramelizados sem açúcar, mas desta vez já temos video! 
A versão que vos trago é bem mais saudável que os tradicionais que são feitos com açúcar em ponto de caramelo.
Estes são tostados e "caramelizados" com xarope de ácer ou geleia de arroz e depois salpicados com um pouco de açúcar de coco que lhes dará o toque crocante final.
Pode usar os frutos secos que quiser, numa mistura ou apenas de um tipo.
Dentro de frasquinhos bonitos são uma prenda maravilhosa, feita com carinho e que de certeza fará quem a receber muito feliz.

Vejam no video como são fáceis! Aproveito para relembrar que podem subscrever o meu canal no Youtube para receberem todas as novidades e verem este e outros videos.






Frutos secos "caramelizados" 
(rende 2 frascos)

2 chávenas de frutos secos sem pele
3 colheres de sopa de açúcar de coco
1 pitada de sal
3 colheres de sopa de xarope de ácer ou geleia de arroz
2 colheres de sopa de água
1 colher de chá de óleo de girassol de boa qualidade
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 colher de chá de canela

Ligue o forno a 160ºC. Coloque os frutos secos num tabuleiro e leve ao forno até começarem a alourar . Demora cerca de 10 minutos, mas vire-os no meio do tempo. Retire do forno e reserve.
Numa tigela misture o açúcar de coco com o sal. Reserve.
Numa frigideira anti-aderente leve ao lume o xarope de ácer, a água, o óleo, a baunilha e a canela até começar a ferver.
Nessa altura, baixe o lume e junte os frutos secos tostados. Envolva-os no "caramelo" e mexendo sempre deixe evaporar todo o liquido. Os frtuos vão ficar envolvidos numa espécie de pasta, é normal.
Retire do lume e deite os frutos secos sobre o açúcar de coco, envolva bem de modo a que todo o açúcar adira aos frutos.
Coloque-os num papel vegetal até arrefecerem. À medida que o tempo passa vão ficando crocantes.
Coloque em frascos.


Recipe in English

Healthier candied nuts
(yelds 2 jars)

2 cups of nuts
3 tablespoons coconut sugar
1/4 teaspoon salt
3 tablespoons maple syrup or brown rice syrup
2 teaspoons water
1 teaspoon  oil
1 teaspoon vanilla extract
1 teaspoon cinnamon

Bake the nuts on a a baking dish 162°C for 10-12 minutes until they smell toasty. Set aside.
In a bowl, combine coconut sugar and salt and set the bowl aside. 
Combine the maple syrup, water, oil, vanilla and cinnamon in a medium saucepan and bring to a boil, reduce heat to medium, and add the nuts.
Cook until the liquid has evaporated, stirring frequently, which will take about 2-3 minutes.  Remove the pan from the heat and transfer the nuts to the bowl with coconut sugar.
Stir and make sure that they’re well coated. Pour the nuts onto a piece of parchment paper to cool. Once completely cooled, the nuts and the coating become crunchy. 


Palak tofu (vegan, sem glúten)

28 de novembro de 2017


Quem segue o blogue já se deve ter apercebido que tenho um fraquinho pela comida indiana.
De facto, é o tipo de comida que me preenche. É aromática, colorida, cheia de pormenores, muito criativa e com uma enorme panóplia de pratos vegetarianos.
É certo que podem não ser os pratos mais saudáveis se comermos num restaurante indiano comum, já que vêm muitas vezes carregados de natas, ghee (manteiga clarificada) e infelizmente também de molhos pré preparados.
Ainda assim, se me querem convidar para um restaurante que não seja vegetariano, todos já sabem que a escolha recai sobre o indiano!


Um dos pratos vegetarianos mais comum nas ementas de quase todos os restaurantes indianos é o palak paneer, que curiosamente foi também o meu primeiro prato numa destas casas. Os temperos podem variar ligeiramente, mas a base é sempre a mesma: quadrados de queijo fresco (paneer) cozinhados num puré de espinafres (palak). É servido com arroz basmati, mas se acompanhar com pão naan ou roti, é impossível parar de comer!

No entanto, tal como eu dizia, por vezes o prato vem com demasiada gordura, e para muitos o facto de levar queijo e natas é  motivo para não optarem por esta refeição.
Mas em casa podemos fazer uma versão mais leve, baixa em gorduras e sobretudo sem queijo.
Neste caso o tofu substitui perfeitamente o paneer, quer visualmente, quer na textura e até no sabor.
É óptimo poder fazer esta versão mais saudável tendo em conta o quanto adoro este prato.
Demorei algum tempo até acertar com uma receita que me satisfizesse, mas agora que acertei faço-a inúmeras vezes.
Quem conhece pode experimentar e de certeza que não se arrepende. Quem nunca provou, pode começar por esta versão sem culpa, vegan e que em nada fica a dever à dos restaurantes.




Palak tofu
(serve 2)

100g de tofu cortado em quadrados
4 colheres de sopa de óleo de coco
250g de folhas de espinafres (bem escorridas da água)
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
1 tomate picado
1 colher de chá de coentros em pó
1/2 colher de chá de açafrão da Índia (curcuma)
1/2 colher de sopa de caril em pó
100ml de natas de soja ou outras que prefira
sal q.b.

Comece por saltear o tofu em 2 colheres de sopa de óleo de coco com um pouco de sal.
Quando os quadrados começarem a ficar dourados retire do lume e reserve.
Numa frigideira anti-aderente salteie em 2 colheres de sopa de óleo de coco, a cebola, os alhos e as especiarias.
Quando a cebola estiver macia, junte as folhas de espinafres e o tomate picado. Tempere com um pouco de sal e deixe cozinhar 10 minutos em lume brando.
Quando estiver cozinhado, junte as natas e coloque tudo numa picadora ou use a varinha mágica para fazer em puré.
Leve de novo ao lume juntamente com os quadrados de tofu  e deixe cozinhar durante 5-10 minutos.
Retire e sirva com arroz basmati.

Granola de batata doce (sem açúcar, sem glúten, vegan)

7 de novembro de 2017


Dizia-me a senhora do mercado onde costumo ir, que nunca vendeu tanta batata doce como vende agora. "Usam-na em tudo menina! Mas a mim ninguém me convence a comê-la com peixe cozido!"
Realmente parece que a moda da batata doce não é afinal uma moda e que veio para ficar.
De facto, a mim muito me agrada porque não sou fã de batatas brancas, e se antes só encontrava batata doce no Outono, agora há todo o ano. Fico contente que se tenha finalmente reconhecido o quanto esta batata é nutricionalmente interessante, principalmente se a comparar-mos com a outra.


O grande motivo para todo este interesse deve-se sobretudo ao seu baixo Índice Glicémico quando comparado com o da branca. A batata doce contem hidratos de carbono de absorção lenta não provocando por isso um impacto tão grande na curva da glicose. Por outro lado os hidratos de carbono da batata comum são mais simples aumentando a glicose no sangue de uma forma mais abrupta.
Isto é uma mais valia para todos, mas especialmente para diabéticos, desportistas e pessoas com excesso de peso. Quero no entanto salientar que mesmo a batata doce deve ser sempre consumida com bastantes legumes e proteínas, caso contrário não se conseguirá obter o mesmo efeito.




A sua versatilidade é outra das suas mais valias e a prova disso é esta granola absolutamente divinal. Feita com batata doce assada, carregada de fibras, frutos secos e sementes, é perfeita para acompanhar o iogurte, o leite ou comer directamente do frasco.  Sempre que assar batatas doces guarde 2 ou 3 para fazer esta granola, vai ser uma das preferidas!

Granola de batata doce
(rende 1 frasco)

200g de flocos de aveia grossos*
30g de amêndoas picadas
30g de sementes de girassol ou outras que prefira
30g de coco ralado
2 colheres de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de gengibre em pó
200g de puré de batata doce (assada e pesada sem casca)
60g de geleia de arroz
50g de óleo de coco em estado liquido

Numa tigela misture os flocos de aveia, as amêndoas, as sementes, o coco e as especiarias.
Noutra tigela junte a batata doce, a geleia de arroz e o óleo de coco liquido. Passe tudo com a varinha mágica até estar tudo num puré homogéneo.
Junte o puré à mistura dos flocos de aveia e envolva tudo muito bem.
Espalhe a granola num tabuleiro grande forrado com papel vegetal e leve ao forno durante 20 minutos mexendo algumas vezes durante esse tempo.
Apague o forno e deixe lá ficar a granola até o forno estar frio. Mexa algumas vezes, mesmo com o forno apagado.
Retire, deixe arrefecer e coloque num frasco.

*NOTA: caso seja intolerante ao glúten, compre flocos de aveia certificados!

Marmelada sem açúcar refinado.

18 de outubro de 2017


Quando penso qual será a compota com mais adeptos, a primeira que me surge na cabeça é a marmelada.
Grande parte das famílias portuguesas tem o hábito de fazer a sua própria marmelada, é algo muito nosso, as bisavós faziam, as avós faziam , as mães fazem, e vai passando de geração em geração este costume tão bonito.
Na minha casa não é excepção, e todos os anos há sempre alguém que nos oferece marmelos ou gamboas que inevitavelmente acabam numa linda marmelada.
Uns gostam dela mais sólida, de cortar à fatia, outros preferem mais suave para barrar no pão, fazemos sempre duas versões para agradar a todos. 
Com os anos tenho vindo a cortar a quantidade de açúcar e ultimamente já muito pouco colocava. No entanto, desde que decidi retirar o açúcar refinado da minha alimentação, a marmelada deixou de fazer parte das minhas compotas do dia-a-dia. 
Experimentei fazê-la com tâmaras, com geleias, mas não era aquilo que eu queria, não era essa a marmelada que eu me lembrava. Podia chamar-lhe outra coisa, mas não marmelada. O meu cérebro ia programado para comer aquilo e ficava muito desapontado quando não correspondia ao que conhecia como marmelada.
Pelos vistos também não sou a única a sofrer do mesmo desapontamento porque no espaço de uma semana recebi imensos e-mails a pedir ideias para uma marmelada sem açúcar refinado.
Achei fabuloso que tantas pessoas que tal como eu têm a tradição de fazer a sua marmelada, quisessem mudar os hábitos para algo mais saudável, mesmo que isso significasse alterar a sua receita de sempre.

Este foi o balanço que eu precisava para finalmente criar uma nova rubrica no blogue. "ADAPTA A MINHA RECEITA" , é uma forma de responder e partilhar tantos pedidos que recebo de pessoas que querem adaptar as suas receitas para uma versão mais saudável, ou vegetariana ou sem glúten, mas não sabem como. Respondo a todos e tento sempre apresentar as alternativas que me parecem melhores, mas agora podemos começar a partilhar com outros leitores, até porque as dúvidas de uns também poderão ser de outros.
Por isso estão todos convidados desde já a enviar as vossas ideias e dúvidas, que eu prometo que tentarei adaptar a receita o melhor possível.

Marmelada sem açúcar é sem dúvida a melhor maneira de começar esta rubrica. Depois de muito experimentar, finalmente consegui fazer uma marmelada que posso realmente chamar marmelada. Sem açúcar refinado, feita com o meu fiel xilitol, fica consistente como se pretende, deliciosa e sem o enorme valor calórico da marmelada convencional. O seu índice glicémico também é bem mais baixo e por isso também é apropriada para diabéticos.
Não podia estar mais satisfeita com o resultado, espero que quem me pediu ajuda possa também ficar.

Marmelada sem açúcar

500g de marmelos (pesados sem casca e sem caroço)
250g de xilitol
1 pau canela (opcional)

Corte os marmelos aos bocados e coloque-os num tacho ao lume juntamente com o xilitol e o pau de canela.
Deixe cozinhar em lume médio até que todo o liquido evapore e os marmelos estejam cozidos.
Retire a canela e passe tudo com a varinha mágica.
Se for necessário, e se gostar da marmelada bem consistente, deixe ferver mais um pouco.
Retire do lume e coloque em caixas.
Deixe arrefecer e guarde no frigorífico.






Cogumelos shitake e abóbora no forno. Baked shitake and squash

3 de outubro de 2017

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E eis que chegou o Outono... Não é que me esteja a queixar, porque obviamente é uma estação muito charmosa, com as suas cores lindas, as folhas espalhadas pelo chão, a brisa fria, as primeiras chuvas, mas para mim é um marco que me diz que os dias de calor chegaram ao fim e que se aproximam aí os tempos de andar encolhida com frio, as frieiras nas mãos, o chapéu de chuva a encalhar...

Mas vamos esquecer isso, aproveitar os últimos dias de sol e carregar as baterias ao máximo para o Inverno.
Quando penso em comida de Outono, penso em abóboras, romãs, castanhas, nozes e cogumelos. As comidas cor-de-laranja, castanha e cor-de-vinho predominam, e os sabores térreos e ricos que fazem lembrar os bosques também.

Combinar abóbora com cogumelos parece-me perfeito para entrar nesta estação. Este assado é absolutamente delicioso, tanto como acompanhamento ou como uma refeição principal mais leve.
Utilizei um dos meus cogumelos preferidos, os shitake, que além de saborosos são nutricionalmente muito interessantes
São muito ricos em proteínas, fibras, vitaminas do complexo B e o seu valor calórico é bastante reduzido. 
Na Medicina Tradicional Chinesa são muito utilizados, principalmente como tónicos e estimulantes do sistema imunitário. É muito comum verificar a sua presença em fórmulas de fitoterapia sobretudo nas utilizadas em problemas oncológicos.
Nesta receita pode utilizar cogumelos shitake frescos ou desidratados. Neste caso utilizei desidratados.
Apesar de tentar comprar os cogumelos frescos, tenho sempre cogumelos desidratados na dispensa. Dão imenso jeito e duram muito tempo desde que devidamente guardados. Além disso, nem sempre é fácil encontrar determinadas variedades de cogumelos ou se encontramos podem não estar nas melhores condições, os cogumelos secos estão sempre disponíveis.
Utilizar cogumelos desidratados é muito fácil, basta colocá-los de molho e depois utilizar.
Eu prefiro colocar de molho durante a noite, mas na grande maioria das variedades basta colocar durante 1 hora. Quem tiver mais pressa pode usar água quente para os demolhar, mas o sabor não fica tão intenso.
Depois de demolhar os cogumelos basta passá-los por água corrente e pronto, é só utilizar normalmente como se fossem frescos.




Cogumelos shitake e abóbora no forno

300g de abóbora (gosto de usar a manteiga)
130g de cogumelos shitake desidratados
3 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho picados
alecrim q.b.
sal
pimenta

Coloque os cogumelos de molho, de preferência no dia anterior.
Ligue o forno a 200Cº.
Corte a abóbora em fatias e coloque-as num tabuleiro.
Escorra a água aos cogumelos e coloque-os no tabuleiro juntamente com a abóbora.
Tempere com sal, pimenta, folhas de alecrim e regue com azeite.
Leve ao forno 40-60 minutos ou até a abóbora estar cozinhada.
Sirva morno ou frio.

Recipe in English

Baked Shitake and squash
300g of butternut squash 
130g of  dried shitake mushrooms
3 Tbsp of olive oil
rosemary to taste
salt
pepper

Soak dried shitake at least for an hour.
Rinse them and discard soaking water.
Cut butternut in thin slices.
Put butternut and shitake in a baking tray and season with salt, pepper, rosemary and olive oil.
Bake for 40-60 minutes in oven at 200ºC, until pumpkin is tender.
Serve warm or cold.




Detergente ecológico caseiro. Homemade eco-cleaner

14 de setembro de 2017

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Cresci num mundo onde ainda se começavam a dar os primeiros passos na ecologia. O que hoje é tão normal de vermos, como os ecopontos, informação aqui e ali, opções mais "verdes" no momento das compras, há 20 anos eram apenas projectos futuros que a grande maioria desconhecia. 
Mas o "bichinho" das preocupações ambientais sempre esteve comigo. Sempre quis saber  mais sobre o assunto, procurava informações nas bibliotecas, coleccionava papelinhos com dicas que encontrava, criei um clube do ambiente com os colegas ( que por sinal  foi um fracasso) e na ausência da reciclagem, cheguei a reciclar o meu próprio papel! 
Ainda bem que tudo isto evoluiu, até porque não ia muito longe a fazer 4 folhas de papel de cada vez, ainda por cima com um ar muito rústico...

Outra das minhas preocupações também eram os detergentes. Hoje felizmente temos várias opções ecológicas no mercado, mas há uns anos quase não havia e os que estavam disponíveis não eram para a minha bolsa.
Por isso habituei-me a fazer os meus próprios detergentes, com receitas que se usavam no tempo das nossas avós. Na minha casa só existem os detergentes estritamente necessários. Não encho um armário com estas cosias como a maioria das pessoas. Bons panos, e meia dúzia de ingredientes fazem uma panóplia bem grande de produtos de limpeza caseiros, sem químicos, seguros e bem mais baratos. Se procurarem na Internet encontrarão uma série de dicas muito interessantes.

Durante algum tempo utilizei o vinagre como ingrediente principal para limpar, mas confesso que não temos uma boa relação. O cheiro do vinagre é-me impossível de tolerar, e apesar de me garantirem que desaparecia passado um tempo, parecia que sempre que entrava em casa aquele cheiro se penetrava nas narinas. Mesmo adicionando óleos essenciais, o maldito continuava sem desaparecer. Tive que encontrar outra alternativa. Para a grande maioria das pessoas isto não é um problema, e sei que muitas utilizam vinagre para limpar os vidros, as bancadas, o frigorífico, etc, mas para mim é realmente um tormento.
Entretanto já experimentei outras alternativas: sumo de limão, água oxigenada e agora finalmente acertei com a vodka. Parece estranho, mas afinal de contas se pensarmos bem, a vodka é um excelente desinfectante, além disso o seu cheiro desaparece num instante, por isso para mim tornou-se a primeira escolha.

Além da vodka costumo colocar óleos essenciais nos meu detergentes. Não só perfumam a casa, como têm propriedades terapêuticas. Costumo escolher aqueles que são  anti-bacterianos e anti fúngicos como o de limão ou o de árvore-do-chá. Mas há outras opções e pode escolher os que mais gostar.
Este detergente é óptimo para limpar as bancadas da cozinha, a casa de banho, os azulejos, os vidros, os inoxs e os espelhos. As superfícies ficam super brilhantes e o cheiro é maravilhoso. 
Experimente, não tem nada a perder e é uma maneira segura, económica e ecologicamente consciente de limpar a casa.


Lava-tudo caseiro 

250ml de vodka
250ml de água
1 colher de chá de detergente da loiça (eu uso ecológico)
20 gotas de óleos essenciais (pode usar de árvore-do-chá, alfazema, limão, eucalipto....)
(uso óleos essenciais desta marca)

Coloque todos os ingredientes num frasco. Tape e agite.
Mantenha o frasco tapado entre cada utilização.
Quando quiser utilizar coloque um pouco num pano e limpe a superfície ou então borrife no local.


DICAS IMPORTANTES
  • Caso a sua bancada seja de granito ou mármore (não é o meu caso), não utilize vinagre nem óleo essenciais à base de citrinos porque pode danificar a superfície. Prefira outros óleos.
  • Não faça uma grande quantidade de detergente de uma só vez se utilizar óleos essenciais, tendem a evaporar e a perder propriedades.
  • Se conseguir colocar o detergente num frasco de vidro seria o ideal. No entanto são difíceis de encontrar com o borrifador. 
  • Antes de cada utilização agite o frasco.
  • Compre uma vodka barata, não há necessidade de ser de alta qualidade.

In English

Homemade eco-cleaner

250ml of water
250ml of vodka
1 tsp of dishwasher soap
20 drops of essential oils ( tea-tree, lemon, lavander...)

Put all the ingredients in a bottle. Shake to mix well.
keep your bottle closed when not using.
To use, just shake the bottle and put some cleaner in a cloth.

SOME NOTES:

  • Try to use glass bottles.
  • Do not use lemon essential oils or vinager in granite surfaces.
  • Shake before use it.


Vianetta vegan, sem glúten e açúcar

31 de agosto de 2017


Tenho uns quantos clássicos da minha infância. Quem não se lembra da série do Alf, das cassetes de música, dos livros da turma da Mónica, dos Onda Choc e dos chupa-chupas com apito?
Eu lembro-me de todas estas coisas, dos momentos felizes que me deram e guardo-as com todo o carinho na minha memória. Pertenciam a um mundo diferente do de hoje, como é óbvio.
Não sou nenhum "velho do Restelo" e acho que a evolução é algo natural, que faz parte, e aceito-a muito bem, ainda assim não deixo de pensar que hoje tudo é demasiado rápido e fugaz e dificilmente se cria algum laço ao que quer que seja porque as coisas estão em constante mudança.


A Vianetta foi uma daquelas sobremesas que me habituei a ver em casa e com a qual cresci. Na altura só se comia uma fatia de Vianetta em ocasiões especiais, e com autorização dos pais! A facilidade de comprar estes gelados não era como hoje. Além disso só tínhamos a versão clássica, hoje já há mais sabores disponíveis, que honestamente ainda não provei.
A clássica é a que me lembro. O gelado de nata branquinho e as mil camadas de chocolate fininho que se partiam e estalavam à medida que passávamos com a faca. O som é inconfundível!



Quando num devaneio me surgiu na mente a ideia de fazer uma versão saudável da vianetta, tentei em vão afastá-la, mas o bichinho ficou e tinha mesmo que fazer!
E fiz e refiz e refiz. Para dizer a verdade tem sido o gelado deste Verão cá em casa.
Não é tão glamourosa como a de compra, é certo, mas é uma delícia, feita com ingredientes naturais que todos sabemos o que são e que qualquer um pode consumir.
Deu-me um prazer imenso conseguir reproduzir aquelas camadas de chocolate misturado com o gelado e saboreá-la como fazia quando era pequena.
O processo pode parecer complicado mas não é. Vejam no video como é fácil e até bastante rápido.







Vianetta vegan

Camadas de chocolate
120g de chocolate negro 70% cacau
50g de óleo de coco

Gelado
200g de cajus ao natural, colocados de molho durante a noite
600ml de leite de coco em lata
180ml de geleia de agave
1 c. chá extracto de baunilha
1 colher de sopa de farinha de araruta
2 colheres de sopa de óleo de coco derretido


Comece por fazer as camadas de chocolate.
Numa folha de papel vegetal, desenhe várias vezes, lado a lado, a base da forma que vai usar. Isto facilita o processo.
Derreta em banho maria ou no microondas o chocolate e o óleo de coco e misture-os bem.
Coloque pequenas porções de chocolate nos desenhos que fez e espalhe bem com as costas da colher. Não faça camadas muito grossas, mas também não as deixe muito finas, caso contrário serão difíceis de manusear.
Repita este processo até terminar o chocolate. Assim que terminar, coloque as folhas de papel vegetal com o chocolate no congelador. Para mim facilitou-me o trabalho transportá-las em cima dos tabuleiros do forno.

Agora faça o gelado:
Numa picadora ou no robot de cozinha coloque os cajus demolhados e o leite de coco. Pique tudo.
Junte os restantes ingredientes e pique até obter um creme suave.
Coloque numa taça no frigorífico.

Prepare a forma que vai utilizar, forrando-a com película aderente.

Retire o gelado do frigorífico e as camadas de chocolate do congelador.
Agora tem que trabalhar rapidamente!

Coloque uma camada de gelado e por cima uma de chocolate, repita este processo até terminar o gelado e o chocolate. Se tiver que parar a meio para voltar a congelar o chocolate é normal. Bastam 15 minutos no congelador para ele solidificar de novo.

Depois de pronta, leve a vianetta ao congelador durante pelo menos 4 horas.

Para desenformar basta virar a forma ao contrário e com cuidado retirar a película aderente.

Decore com raspas de chocolate e cacau em pó.