Bombons de caju (vegan, sem açúcar, sem glúten) . Cashew chocolates (vegan, sugar and gluten free)

12 de fevereiro de 2017


Ainda me lembro quando no nosso primeiro dia de S.Valentim juntos, me disseste muito a medo: "Não ligo muito a isto sabes? Fazes muita questão de comemorar o Dia dos Namorados?  Há demasiada confusão para mim , mas se for muito importante para ti, eu estou contigo."
Não precisei responder, bastou sorrir. Tu já sabias  a minha resposta. Sempre fomos assim, se um diz "mata", o outro diz "esfola" e ainda hoje, passados tantos anos, continuamos sem comemorar o dia de S. Valentim. Não por teimosia, ou porque queremos ser diferentes, apenas porque não nos faz sentido. 
Não precisamos de um dia especial para darmos prendas um ao outro, para passearmos, para jantarmos fora  ou para namorarmos. Celebramos o nosso amor sempre que nos apetece, a cada dia que passa, por mais banal que possa parecer.

Ainda assim, qualquer dia é bom para te oferecer bombons não achas?
Também sei a tua resposta, estás sempre pronto para seres o meu "degustador oficial", embora eu saiba que na realidade és é muito guloso e nunca dizes que não a um chocolatinho.
E estes eu sei que vais adorar. São recheados com manteiga de caju, a nossa preferida, envolvida com uma camada fina de cacau. Ah, e sem açúcar refinado, porque sabes como eu sou e adoro cuidar da tua saúde.


Podem ser ou não para oferecer no dia dos namorados, mas não deixe de fazer estes bombons, quem os comer vai de certeza ficar muito feliz!
São deliciosos, feitos com alimentos muito saudáveis,sem precisarem de levar as quantidades enormes de açúcar e gordura que normalmente os bombons de compra apresentam.
Conservam-se muito bem no frigorífico, ou se preferir deixe-os no congelador e vá tirando um sempre que apetece um miminho.
Se preferir pode utilizar manteiga de amêndoa,de amendoim ou  de avelã, a escolha é sua, mas a de caju é realmente muito especial neste contexto e faz um recheio absolutamente irresistível.
Se como eu não tem moldes para bombons, utilize os moldes de fazer gelo, desde que sejam em silicone, resolve muito bem a situação.



Bombons de caju
(rende cerca de 12 bombons)

Recheio:
90g de manteiga de caju *
40g de tâmaras pesadas sem caroço (de preferência medjool)
2 colheres de sopa de xarope de ácer ou geleia de agave
1 colher de sopa de óleo de coco à temperatura ambiente
1 pitada de sal fino
1/2 colher de chá de extracto de baunilha

Numa picadora ou no robot de cozinha, pique todos os ingredientes até obter uma pasta homogénea. Verifique se precisa de mais geleia ou de sal.
Reserve.

Cobertura de chocolate:
20g de cacau em pó
80g de óleo de coco liquido
1 pitada de sal fino
1 colher de sopa de geleia de agave ou de xarope de ácer
1/2 colher de chá de extracto de baunilha

Numa tigela dissolva muito bem todos os ingredientes no óleo de coco em estado liquido.

Para fazer os bombons:
Utilize moldes de bombons em silicone, são mais fáceis de desenformar.
Em cada orifício do molde coloque uma colher de cobertura de cacau e pincele de modo a cobrir tudo.
Leve ao congelador durante 10 minutos.
Retire do congelador e no centro de cada orifício coloque  uma colher do recheio que preparou.
Leve ao congelador durante mais 10 minutos.
Coloque por cima do recheio mais um pouco de cobertura, de modo a que fique todo coberto.
Leve de novo ao congelador até os bombons estarem bem sólidos.
Desenforme e deixe-os um pouco à temperatura ambiente antes de comer.
Pode conservá-los no frigorífico ou no congelador.

* Pode usar manteiga de caju de compra ou fazer a sua. Para isso coloque 90g de cajus, torrados ou em cru numa picadora potente e pique até que comecem a libertar o seu óleo e formem uma pasta.




Bolachas de figo e amêndoa (vegan, sem açúcar, sem glúten). Almond fig crackers (vegan, sugar and gluten free)

2 de fevereiro de 2017


Pronto, é oficial, estou farta do Inverno! Por favor Verão, volta! Perdoem-me os fãs desta estação, mas este tempo é demasiado complicado para mim. Ora vem um frio de rachar que me faz andar com camadas e camadas de roupa e mesmo assim tiritar de cada vez que saio à rua, ora vêem estes dias de chuva, tristes, cinzentos, com os incómodos guarda-chuvas que encalham em todo o lado ou que nos molham as pernas nos transportes públicos.... Não, decididamente o Inverno não me convence. Até a velha história das tardes quentinhas passadas enrolada na manta enquanto chove e faz frio lá fora, para mim não funcionam.  O meu excesso de energia não me deixa estar muito tempo sentada, e andar em casa de um lado para o outro enrolada em mantas ou a cozinhar de robe, não é lá muito prático.




Dou por mim a pensar em cenários de verão, com o sol a brilhar, campos floridos e praias com palmeiras. Acho que a minha mente anda a arranjar escapes para tornar estes dias mais fáceis (espero que isto não aconteça só comigo).
Consolam-me as tardes de Sábado em que aproveito que o frio e as chuvas não me deixam sair, para criar novas receitas e usar e abusar do forno que sempre ajuda a manter a cozinha quente.
Foi numa destas tardes que nasceram estas bolachas. Os dois ingredientes principais que utilizei, o figo e amêndoa, tão típicos do Algarve, talvez tenham sido uma escolha inconsciente inspirada por estes meus devaneios pelos cenários de calor



A combinação é perfeita, não fosse ela um clássico, e tão fácil que não sei como não me lembrei disto mais cedo. 
O doce do figo é o bastante para adoçar estas bolachas, mas os mais gulosos devem adicionar algo mais para ficarem satisfeitos. Escolha os mais docinhos e de preferência biológicos.
A farinha de amêndoa, além de ser uma delícia, cria uma textura super crocante e é uma forma maravilhosa de termos umas bolachas isentas de glúten e com menos hidratos de carbono. Caso tenha dificuldade em adquiri-la pode fazer a sua. Basta triturar a amêndoa até ficar com uma textura de farinha. É preciso ter cuidado porque facilmente passa do ponto e ficamos com manteiga de amêndoa em  vez de farinha. 
Se também ficou com um belo stock de figos secos e amêndoas que sobraram do Natal, então não deixe de experimentar estas bolachas, são deliciosas e o cheiro que deixam na casa enquanto cozem é absolutamente irresistível.





Bolachas de figo e amêndoa

120g de farinha de amêndoa
80g de figos secos + 2 figos para cortar em pedaços
1 colher sopa geleia de arroz ou de agave ou xilitol (opcional)
1 colher de sopa de óleo de coco à temperatura ambiente
1/2 colher de chá de aroma de baunilha
1 pitada de sal fino

Ligue o forno a 160ºC.
Retire os pezinhos aos figos.
Numa picadora pique as 80g de figos  até estarem quase desfeitos. Junte a farinha de amêndoa e os restantes ingredientes (excepto os 2 figos). Pique tudo muito bem até obter uma pasta que formará uma bola com uma textura de plasticina. Se estiver muito seca e difícil de ligar junte uma colher de chá de água.
Corte os 2 figos que reservou em pequenos pedaços, de preferência fininhos, e envolva-os na massa com as mãos.
Coloque a massa entre 2 folhas de papel vegetal e com o rolo da massa estenda-a até ficar com uma espessura com cerca de 5mm. Retire a folha de cima e com a ajuda de um corta-massas faça as bolachinhas até esgotar a massa. Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno cerca de 20 minutos, até começarem a ficar douradas nas pontas.
Nota pessoal: eu gosto de apagar o forno um pouco antes do tempo e deixar ficar as bolachas durante mais uns 15-20 minutos. Assim ficam mais estaladiças.
Retire do forno e do tabuleiro e deixe arrefecer numa rede. Guarde numa caixa com tampa.




Caldo verde sem batata

19 de janeiro de 2017


Não sei quanto a vocês, mas para mim, há poucas coisas tão reconfortantes como chegar a casa tarde, depois de um dia a trabalhar, um frio de rachar na rua e comer uma tigela de sopa quente.
A sopa aquece o corpo, aquece a alma, e até serve para aquecer as minhas mãos geladas!
A sopa dá-nos uma sensação de bem estar, de conforto e de nutrição do corpo e da mente que poucos pratos nos conseguem dar.
Não sou esquisita, gosto de praticamente todas as sopas, mas se puder escolher, prefiro-as sem batata. Não sou  uma fã de batatas, por isso praticamente deixei de as usar nas sopas, sobretudo porque me apercebi que ficavam menos pesadas e eram bem mais fáceis de digerir.

O caldo verde, exactamente por ter batata, foi sempre sopa que não apreciava. Era demasiado pesado para mim. Digamos que sendo vegetariana,e não gostando de caldo verde, sou uma péssima companhia nos santos populares!
Foi assim que a minha mãe se tornou uma perita a fazer sopas sem batata (obrigado mãezinha). Hoje, graças às suas mãos mágicas, o caldo verde já faz parte da minha ementa e curiosamente tornou-se uma das sopas que mais faço.



Existem dezenas de receitas de caldo verde sem batata, esta é só mais uma, a minha. É aquela que mais me satisfaz e que parece satisfazer também os que a comem comigo. Uns dias ponho mais couve flor noutros ponho mais chuchu, mas a receita base é esta. Por isso, como resposta a tantos pedidos, finalmente  trago a receita de caldo verde sem batata.
Espero que gostem tanto quanto eu.



Caldo verde sem batata

1 chuchu com cerca de 300 g
1 couve flor com cerca de 250g
4 dentes de alho
1 cebola com cerca de 150 g
1 courgete com cerca de 400 g
180 g de couve para caldo verde
azeite
sal
água
8 rodelas de chouriço de soja ( opcional)

Arranje e parta todos os legumes em pedaços pequenos (à excepção do caldo verde)  e coloque numa panela. Tempere com sal  e salteie ligeiramente no azeite.
Acrescente a água até os cobrir e leve a cozer em lume brando.
Coloque o caldo verde (depois de lavado)  dentro de um cesto para cozer a vapor e ponha-o dentro da panela de modo a que coza simultaneamente com os outros legumes.
Quando o caldo verde estiver cozido, retire-o e verifique se os legumes já estão cozinhados.Triture-os com a varinha e acrescente água até obter um caldo mais ou menos cremoso conforme o seu gosto. Junte  o caldo verde que já está cozido e mexe-se bem. Rectifique os temperos
Pode ser servido acompanhado por rodelas de chouriço de soja.





Papas de quinoa, chia e amêndoa. Overnight Quinoa Chia

4 de janeiro de 2017

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O terminar de um ano e o começo do seguinte é sempre uma altura que me deixa mais melancólica , mais pensativa. Confesso não ser uma entusiasta de toda esta fase da saída / entrada do ano nem de toda esta euforia em redor da grande noite. De facto, desde que me lembro, que não dou grande importância a isso e nem tão pouco espero pela a entrada do novo ano para tomar resoluções ou mudar e repensar o que quer que seja. Isso é algo que faço quando acho necessário e quando acho que o devo fazer. 
Ainda assim gosto de fazer um balanço dos meses que passaram, não que não o faça ao longo do ano, mas nesta altura parece ter mais peso.
Este ano, foi dos poucos em que não consegui tirar uma conclusão final.
"Ano bissexto ou é torto ou é travesso", já diz a sabedoria popular, e realmente este tem sido bastante intenso (no mínimo).
A nível pessoal foi um ano muito cheio, com uma série de coisas acontecer , em grande parte devido ao lançamento do meu livro.
Vi-me recheada de emoções novas, de momentos fortes onde tudo foi vivido intensamente, Foi um ano em que ri muito, chorei muito , agradeci muito, me senti muitas vezes esgotada e desgastada, para logo a seguir me levantar e seguir em frente. Foi um ano em que ultrapassei muitas limitações que pensava que tinha, que dei mais de mim quando pensava que já não conseguia mais.
Foi um ano em que me aproximei ainda mais dos que me rodeiam e conheci muita gente nova com quem partilhei e partilharam comigo.
Em suma, foi um ano "montanha russa".

Por outro lado a nível mundial foi realmente um ano maldito. 2016 vai ser sempre lembrado como um ano de guerra, repleto de atentados terroristas, mortes de personalidades e ídolos com os quais muitos de nós crescemos e nos habituámos a ver e a ouvir, um ano de incertezas políticas e de muitas mudanças. 
Foi realmente um ano que dá que pensar...


Mas  independentemente do balanço que faço de 2016, quero que estes primeiros dias de 2017 sejam dias para "limpar" de todos os excessos que tenho feito nestas semanas. Não são muitos é certo, mas os suficientes para o meu corpo começar a dar alguns sinais. Por isso, agora que estamos no rescaldo das festas, a minha alimentação volta à sua normalidade, começando com pequenos almoços nutritivos, proteicos e que vão ajudar a limpar o corpo.
Estas papas são de quinoa, sementes de chia, perfumadas com amêndoa, que se fazem na noite anterior em 5 minutos e que no dia seguinte estão prontas para comer. 
A quinoa, rica em proteínas vegetais, ferro e cálcio, juntamente com as sementes de chia ricas em fibra e ómegas, vão proporcionar um pequeno almoço completo, sem exagerar na quantidade de hidratos de carbono e ajudar a limpar o corpo dos exageros típicos desta época. Além disso proporciona uma sensação de saciedade durante horas, sem que tenhamos que andar a petiscar nos intervalos. Parece-me a melhor maneira de começar!


Papas de quinoa, chia e amêndoa
(Rende 2 a 3 taças)

100g de quinoa cozida *
40g de sementes de chia
20g de farinha de amêndoa ou amêndoas raladas
1/2 colher de chá de extracto de baunilha
400 ml de leite de amêndoa

Toppings (opcionais):
Fruta (maçã, romã, framboesas, mirtilos, banana...)
Amêndoas picadas
Canela em pó
Geleia de arroz, agave, mel

Na noite anterior misture todos os ingredientes numa taça. Coloque no frigorífico e deixe descansar pelo menos 4 horas.
Na manhã seguinte sirva simples ou com um topping ao seu gosto.

Notas:
-para cozer a quinoa, veja como fazer neste post
-para mim estas papas não precisam de ser adoçadas, mas quem quiser pode juntar um pouco de geleia de arroz ou de agave, mel ou stevia
- pode usar outro leite que prefira em vez do de amêndoa
- estas papas também funcionam muito bem com millet


Recipe in English

Overnight quinoa chia
(yields 2-3 bowls)

100g of cooked quinoa
40g of chia seeds
20g of almond flour or finely grated almonds
1/2 teaspoon of vanilla extract
400ml of almond milk

Optional toppings:
- cinnamon powder
- fruit (banana, pomegranate, raspberries, blueberries...)
- chopped almonds
- agave, honey, maple syrup...

Mix all the ingredients together in a bowl. Stir well, cover, and refrigerate for at least 4 hours or overnight.
The next morning, remove from the fridge, top off with your favorite toppings.

Notes:
- To see  how to cook quinoa see this post 
- I didn't add any sweetener, but if you want add some stevia or agave nectar or honey...
-  You can use other vegetable milk if you like
- This recipe works well too with millet



Amêndoas "caramelizadas" (sem açúcar refinado, vegan, sem glúten). Healthier candied almonds

12 de dezembro de 2016

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Começou a azáfama do mês de Dezembro que eu tanto gosto!
É um mês que me enche de um entusiasmo quase infantil porque acho que tudo ganha um brilho diferente: as ruas enchem-se de luz, há música onde quer que passamos, planeiam-se encontros e reuniões de família ou amigos, a minha casa enche-se raminhos de pinheiro, guizos e renas e parece-me que há mais sorrisos no ar.
Se é um mês de consumo? Sim é, já todos o sabemos, mas na realidade consumimos o ano inteiro, não é só nesta época. De facto, o Natal não tem que ser muito diferente, não temos que comprar prendas caríssimas, podemos simplesmente aproveitar esta altura para relembrar o quanto gostamos dos que nos são mais queridos e para isso basta um abraço, um cartão ou uma prenda simbólica escolhida ou feita com carinho.
Adoro as prendas feitas em casa, gosto de as fazer e gosto de as receber. Quando fazemos algo para alguém estamos a colocar um pouco de nós nessa oferta: o nosso carinho, o nosso tempo e dedicação, por isso lhes dou tanto valor.


Este ano os frutos secos vão dar vida à minha cozinha. Quem não gosta de frutos secos caramelizados? São deliciosos, o cheiro que emanam é irresistível e são perigosamente viciantes.
A versão que vos trago é bem mais saudável que os tradicionais que são feitos com açúcar em ponto de caramelo.
Estes são tostados e "caramelizados" com xarope de ácer ou geleia de arroz e depois salpicados com um pouco de açúcar de coco que lhes dará o toque crocante final.
Utilizei amêndoas, mas pode usar outro fruto seco ou mesmo uma mistura.
Dentro de frasquinhos bonitos são uma prenda maravilhosa, feita com carinho e que de certeza fará quem a receber muito feliz.

Aproveito para relembrar que está a decorrer até dia 18 de Dezembro o sorteio de um exemplar do meu livro "Nem acredito que é saudável" cheio de receitas saudáveis de snacks, sobremesas, bolos e biscoitos absolutamente deliciosos. Não deixe de participar, é um presente muito especial para si ou para quem mais gosta.
Para participar basta seguir o blog nas redes sociais (Facebook e Instagram) e deixar um comentário na publicação. Para ver como participar veja aqui neste link.

Amêndoas "caramelizadas"
(rende 2 frascos)

2 chávenas de amêndoas sem pele ou outro fruto seco
3 colheres de sopa de açúcar de coco
1 pitada de sal
3 colheres de sopa de xarope de ácer ou geleia de arroz
2 colheres de sopa de água
1 colher de chá de óleo de girassol de boa qualidade
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 colher de chá de canela

Ligue o forno a 160ºC. Coloque as amêndoas num tabuleiro e leve ao forno até começarem a alourar . Demora cerca de 10 minutos, mas vire-as no meio do tempo. Retire do forno e reserve.
Numa tigela misture o açúcar de coco com o sal. Reserve.
Numa frigideira anti-aderente leve ao lume o xarope de ácer, a água, o óleo, a baunilha e a canela até começar a ferver.
Nessa altura, baixe o lume e junte as amêndoas. Envolva-as no "caramelo" e mexendo sempre deixe evaporar todo o liquido. As amêndoas vão ficar envolvidas numa espécie de pasta, é normal.
Retire do lume e deite as amêndoas sobre o açúcar de coco, envolva bem de modo a todo o açúcar adira às amêndoas.
Coloque-as num papel vegetal até arrefecerem. À medida que o tempo passa vão ficando crocantes.
Coloque em frascos.
Recipe in English

Healthier candied almonds
(yelds 2 jars)

2 cups of almonds
3 tablespoons coconut sugar
1/4 teaspoon salt
3 tablespoons maple syrup or brown rice syrup
2 teaspoons water
1 teaspoon  oil
1 teaspoon vanilla extract
1 teaspoon cinnamon

Bake the almonds on a a baking dish 162°C for 10-12 minutes until they smell toasty. Set aside.
In a bowl, combine coconut sugar and salt and set the bowl aside. 
Combine the maple syrup, water, oil, vanilla and cinnamon in a medium saucepan and bring to a boil, reduce heat to medium, and add the almonds.
Cook until the liquid has evaporated, stirring frequently, which will take about 2-3 minutes.  Remove the pan from the heat and transfer the nuts to the bowl with coconut sugar.
Stir and make sure that they’re well coated. Pour the almonds onto a piece of parchment paper to cool. Once completely cooled, the almonds and the coating become crunchy. 


Mousse vegan de castanhas (sem açúcar, sem glúten)

24 de novembro de 2016

Estou numa fase em que estou de "candeias às avessas" com a tecnologia. Resolvi partir a tampa do meu computador portátil , o outro computador pede urgentemente para ser reformado e apaga durante todas as tarefas mais exigentes, o tablet, que nunca foi bom, neste momento demora cerca de 1 minuto a abrir uma página da Internet, e o ar condicionado resolveu só fazer frio agora que as temperaturas desceram...
Resta-me respirar fundo...São fases certo?



Na verdade se olhar para a situação com outros olhos, se calhar até há coisas boas: sem computadores consigo aproveitar para organizar uns papéis que aqui estavam há meses , regressei ao meu interminável puzzle e sobretudo consigo deitar-me mais cedo!
Não ter ar condicionado...bem, a única coisa positiva, é que ponho a uso uma  série de mantas que ali estavam paradas no armário.


Porque mesmo durante as fases mais complicadas, o grande segredo para as ultrapassar de modo a que nos sejam menos penosas e nos afectem menos, é o ângulo de observação. Em todas estas fases, sim porque na vida nada dura para sempre, há sempre algo positivo que podemos retirar, uma lição que podemos aprender, ou algo novo que podemos experenciar. 
Ver a vida como um "copo meio cheio" ajuda a tornar os momentos menos bons mais suaves e menos importantes. E claro,também ajuda ter uma taça desta mousse deliciosa ao lado do sofá. Prometo, faz milagres!




Apesar de já vir atrasada para o S.Martinho, porque sem computador é difícil trabalhar, esta receita pode ser feita durante toda a época das castanhas. E por favor, se gosta de castanhas não deixe de a experimentar.
Começamos por preparar um puré de castanhas, adoçado com tâmaras, ao qual juntamos a minha base preferida para mousses sem ovos e sem lácteos: o tofu sedoso.
O resultado é uma mousse cremosa, com um sabor fantástico a castanhas, rica em proteínas e uma percentagem baixíssima de gordura.
Para adoçar a mousse pode escolher o adoçante que mais gostar: açúcar de coco, stevia, xilitol, geleia de arroz. Já fiz com stevia e xilitol e qualquer uma das opões ficou maravilhosa.
Se quiser também pode utilizar o creme de castanhas para outras receitas ou simplesmente barrar em tostas ou comer directamente do frasco. É uma delícia por si só.
Mousse de castanhas
(rende 3-4 taças)

Para o puré de castanhas
300g de castanhas pesadas apenas com a casca fina castanha
50g de tâmaras ao natural (pesadas sem caroço)
1 colher de chá de aroma de baunilha
1 pitada de sal
0,5L de água

Comece por escaldar as castanhas durante uns minutos num pouco de água a ferver, para lhes retirar a película castanha. Assim a pele sairá com facilidade.
Corte as castanhas em bocados e leve-as a cozer em 0,5L de água juntamente com as tâmaras, a baunilha e o sal.
Coza em lume brando até praticamente toda a água ter evaporado. Passe com a varinha mágica até obter um puré cremoso, ou então para um resultado ainda melhor, coloque na picadora.
Pode guardar o puré num frasco no frigorífico, ou se preferir utilize-o para a mousse.

Para a mousse
300g do puré de castanhas
250g de tofu aveludado bem escorrido
stevia, xilitol ou açúcar de coco a gosto

Para decorar:
canela em pó
raspas de chocolate
amêndoa picada
...

Escorra bem o tofu sedoso, de preferência num passador de rede durante 15 minutos.
Coloque o tofu e o creme de castanhas no robot de cozinha ou na picadora e pique tudo até obter uma consistência cremosa.
Adoce a gosto (eu usei 3 colheres de chá de stevia). Volte a picar tudo.
Coloque em tacinhas, decore a gosto e leve ao frigorífico.


Caril de abóbora e espinafres (vegan, sem glúten). Pumpkin and spinach curry

6 de novembro de 2016

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Com a chegada do frio e sobretudo da chuva, o "monstro do caril" que existe dentro de mim  volta a acordar.
Já tenho normalmente uma tendência natural para escolher pratos com especiarias, mas esta vontade aumenta significativamente nas estações frias. O corpo pede comida que aqueça, que nutra, que nos faça sentir aconchegados e reforçados para enfrentar o Outono e o Inverno.
E os caris são sem dúvida a minha comida de eleição para esse efeito.
Para muitos, experimentar um caril é uma aventura. Há um certo medo de que seja demasiado picante, que tenha sabores "estranhos" , que seja indigesto, que tenha muita gordura e muitas natas... mas há tantas maneiras de fazer caril que duvido que não haja uma que se adapte a cada um de nós.
Eu pessoalmente acho que não há necessidade do caril ser muito picante, ao ponto de abafar todos os outros sabores. Também acho que não precisa ser sempre feito com natas, especialmente de vaca. É certo que os torna mais ricos, mais suaves, mas às vezes consegue ser bastante enjoativo.
Há outras formas de fazer caril, mais simples, mais saudáveis, sem serem picantes, e ainda assim ficam deliciosos.

Este caril de abóbora é um desses casos. É um caril por excelência desta altura do ano, onde a abóbora é perfumada com uma mistura muito básica de especiarias e se consegue uma textura naturalmente cremosa sem a necessidade de acrescentar natas ou leite de coco.
É um prato muito reconfortante, que aquece a alma e o corpo. É perfeito servido com arroz basmati, mas quem não quer abusar dos hidratos de carbono pode servir com  "arroz fingido" de couve flor (veja aqui como fazer).

Caril de abóbora e espinafres

700g de abóbora manteiga
150g de folhas de espinafres
2 colheres de sopa de azeite ou óleo de coco
2 cebolas médias ou 1 grande, picadas
2 dentes de alho, picados
2 colheres de chá de gengibre fresco ralado
2 colheres de chá de sementes de mostarda
2 colheres de chá de coentros em pó
2 colheres de chá de cominhos em pó
2 colheres de chá de açafrão das índias (curcuma) em pó
água ou caldo de legumes (cerca de 300ml)
sal q.b.
pimenta q.b.
coentros picados para decorar
cajus ou amêndoas picados para decorar (opcional)

Corte a abóbora em pequenos quadrados.
Lave as folhas de espinafres e reserve.
Numa wok ou numa frigideira grande salteie ligeiramente a cebola picada e o alho.
Junte as especiarias e deixe cozinhar durante 2 minutos.
Acrescente os quadrados de abóbora, a água e o sal.
Quando começar a ferver, tape e deixe cozinhar durante cerca de 20 minutos até a abóbora estar cozida.
Acrescente as folhas de espinafres e tempere com pimenta moída.
Deixe cozinhar mais um pouco. Se tiver ainda muita água na wok cozinhe até evaporar.
Verifique se precisa de mais sal ou especiarias.
Guarneça com coentros e cajus ou amêndoas picados.


Recipe in English
700g pumpkin, cubed
150g spinach
2 tablespoons neutral oil or coconut oil
2 medium onions or 1 large, chopped
2 garlic cloves, minced
2 teaspoons grated ginger
2 teaspoons mustard seeds
2 teaspoons coriander powder
2 teaspoons cumin
2 teaspoons turmeric powder
1 1/4 cup water or vegetable broth, plus more as needed
Salt and pepper, to taste
Chopped coriander, to decorate
Chopped cashews or almonds, for topping (optional)

Cut the pumpkin into small cubes. Wash the spinach and set it aside.
In a wok or large sauté pan, cook the chopped onion and garlic for a few minutes. Add the spices and cook for 2 minutes. Add the pumpkin squares, water, and salt.
When it starts to boil, cover and cook for about 20 minutes, until the pumpkin is fork-tender
Add the spinach leaves and season with ground pepper.
Cook a little longer. If you still have plenty of water in your wok, cool until it evaporates. Taste to see if you want to add additional spices, salt, and pepper.
Garnish with coriander and cashews or chopped almonds.