Tarte de tofu e tomates-cereja

19 de julho de 2017


Por muito que me custe, a verdade é que não fui dotada para a agricultura.
Já fiz várias tentativas: horta na varanda, ervas aromáticas na cozinha, na janela, legumes de Verão, legumes de Inverno, muita água, pouca água... mas tudo acaba por morrer mais cedo ou mais tarde.
Enfim, tenho que aceitar que não tenho mão para a coisa.
O mesmo já não se pode dizer da mini horta da mãe. Para dizer a verdade pouco mais tem que 5m2, mas naquele pequeno corredor de terra ela consegue ter couves, alfaces, ervas aromáticas , uma amoreira, uma árvore de bagas goji e nesta altura do ano enche-se de tomates-cereja.

Sei que ela os tem sobretudo por minha causa. Sabe que os adoro, que me dá um enorme prazer ir apanhá-los e comê-los de seguida, que me servem de petisco ao longo do dia, que os adoro crus, assados ou desidratados.
Encho-me de alegria quando vem o Verão e a pequena horta da minha mãe fica salpicada de pequenos pontinhos vermelhos que sobressaem no verde!
Por isso nesta altura estes pequeninos abundam cá por casa e as cores lindas que têm inspiram-me sempre a criar novas receitas onde os usar. No Verão passado já tinha partilhado  um crumble maravilhoso (pode ver aqui a receita), agora trago esta tarte deliciosa, fresca, colorida, perfeita para os dias de Verão.
Leve-a para o trabalho na lancheira, para a praia , para um piquenique ou simplesmente partilhe-a com a família ao jantar. Fica bem em qualquer ocasião. 


A base é uma daquelas receitas que nunca falha, o recheio, feito com tofu e temperado com ervas aromáticas, conjuga na perfeição com o sabor dos tomates e é uma excelente alternativa vegan e sem gordura aos recheios normalmente utilizados nas tartes e quiches.
Se quiser a sua tarte mais colorida, compre tomates-cereja de cores diferentes, mas se só conseguir encontrar dos vermelhos não tem qualquer problema, fica óptima na mesma.



Tarte de tofu e tomates-cereja
Massa:
120g de farinha de trigo integral
50g de farinha de centeio integral
1 pitada de sal
50g de óleo de coco em estado sólido
60-100 ml de água bem fria

Misture as farinhas e o sal.
Acrescente o óleo de coco e com os dedos incorpore nas farinhas até obter uma consistência tipo areia.
Junte a água gelada, colher a colher (pode não ter que usar toda), e amasse entre cada uma, até a massa ligar. Não trabalhe a massa demasiado.
Faça uma bola, enrole em película aderente e leve ao frigorífico pelo menos 20 minutos.

Recheio:
250g de tofu
1 colher de sopa de água
2 a 3 colheres de chá de ervas da Provence
6 folhas frescas de mangericão mais algumas para guarnecer
1/2 colher de chá de alho em pó
sal q.b.
pimenta q.b.
tomates cereja q.b.
azeite q.b.

Coloque o tofu numa picadora e pique até estar em pasta. Se tiver necessidade junte uma colher de sopa de água para facilitar o processo.
Junte os temperos e volte a picar.
Verifique se precisa de mais sal ou pimenta.

Ligue o forno a 180ºC-
Unte uma forma de tarte com azeite ou óleo de coco.
Retire a massa do frigorífico e estenda-a com o rolo da massa.
Forre a tarteira com a massa.
Por cima coloque o recheio de tofu.
Corte os tomates-cereja em metades e disponha-os sobre o recheio de tofu.
Regue com um fio de azeite e polvilhe com mais algumas ervas da Provence.
Leve ao forno durante 45-50 minutos.
Retire e guarneça com folhas de mangericão.
Sirva morna ou fria.




Barrinhas de maçã (vegan,sem glúten, sem açúcar)

4 de julho de 2017


Não sou uma pessoa de tecnologias, como já devem ter reparado. Demoro algum (bastante) tempo a aperceber-me que surgiram novos modelos e aparelhos, e outro tanto até os ponderar adquirir. Digamos que já está um aparelho a ficar desactualizado, ainda eu estou a descobri-lo... Com as redes sociais é exactamente o mesmo. Já o blog tinha 3 anos quando finalmente aderi ao Instagram!
Não sendo eu ligada a este mundo tecnológico, e como sofro de falta de tempo crónica, acabo por me cingir ao básico e não me aventuro em novas experiências.
No entanto, há  muito tempo que ideia de fazer vídeos de algumas receitas do blog me vinha constantemente à cabeça. Mas, tal como dizia, a falta de tempo e de conhecimento têm-me bloqueado e feito adiar a decisão de o fazer.  Até ao dia que me dá um click e digo "de hoje não passa!", e finalmente muito a custo, sem saber bem por onde começar lá fizemos finalmente o primeiro video! (Palmas por favor!)
Perdoem-me se não está ainda perfeito, se tem falhas, solavancos e afins, mas diverti-me imenso a fazê-lo e na verdade é também um desafio e um processo de aprendizagem para mim. Com o tempo vão ficando melhores (espero eu).
Por isso, sempre que tiver um bocadinho, prometo publicar um video, há receitas que realmente o merecem.



Quis estrear a minha entrada no mundo dos vídeos com uma receita daquelas como eu gosto: super rápidas, com ingredientes básicos, deliciosa e super saudável.
Fazer as suas barrinhas para comer ao lanche ou no pequeno almoço ou colocar na lancheira dos filhos, é muito fácil e tão rápido que demoramos mais tempo a sair de casa e ir ao supermercado comprar umas.
Estas nem precisam de ir ao forno, colocamos na picadora e pronto. Adoçadas apenas com tâmaras e com o sabor maravilhoso da maçã desidratada e da sua grande amiga, a canela, são um snack delicioso, sem açúcar refinado, vegan e sem glúten.


Barrinhas energéticas de maçã

120g de cajus ou amêndoas
120g de tâmaras sem caroço (melhor as medjool)
40g de maçã desidratada
1 colher de chá de canela em pó
1 pitada de gengibre em pó
1 pitada de sal fino

Se as suas tâmaras forem muito secas coloque-as de molho durante 15 minutos.
Coe a água de as demolhar e seque-as bem com papel absorvente.
Coloque na picadora os cajus ou as amêndoas e pique-os grosseiramente.
Coloque as tâmaras e volte a picar.
Adicione a maçã desidratada, o sal, a canela e o gengibre.
Pique muito até formar uma pasta. Pare de vez em quando para raspar os bordos da picadora.
Coloque num tabuleiro forrado com película aderente e achate bem a pasta que preparou.
Coloque no frigorífico durante 1 hora , até estar sólido e consistente.
Retire, corte em barrinhas ou quadrados.
Guarde numa caixa fechada no frigorífico ou no congelador.

AQUI ESTÁ O VÍDEO DA RECEITA, VEJAM COMO É FÁCIL!

Papas de trigo sarraceno/ aveia e morangos (vegan, sem glúten, sem açúcar). Strawberry buckwheat/oat porridge

19 de junho de 2017

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O pequeno almoço é sem dúvida a minha refeição preferida. Aquela sem a qual sou incapaz de passar, que faço questão que seja completa, e que me dê algum momento de tranquilidade.
De facto acordo já com uma fome de leão e passar muito tempo sem comer faz de mim uma Sara muito rabugenta, por isso costumo dizer que, até comer de manhã, o mais sensato é não me dizerem nada que seja importante.
Infelizmente o pequeno almoço nem sempre é tomado com a calma e o tempo que eu queria, as manhãs são agitadas e a pressa para sair de casa também é muita, o que faz que muitas vezes me repita no que como porque é o mais prático. Salvam-me as barrinhas que mantenho no frigorífico ou o pão que faço e congelo, as granolas caseiras e os iogurtes. Nos dias em que tenho um pouco mais de tempo consigo preparar papas que mais que não seja são comidas no caminho ou quando chego ao consultório.

   

 
Quando era criança detestava papas. Todas aquelas que estavam na moda na altura causavam-me um nó no estômago e acabavam sempre por ir parar ao lixo.  Com a idade aprendi a gostar, comecei pelas de aveia cozida, que me faziam lembrar arroz doce, passei às de millet, de quinoa, fui misturando frutas e sementes e agora já fazem parte dos meus pequenos almoços, pelo menos dos mais tranquilos.
No Inverno opto pelas papas cozinhadas  que aquecem o corpo logo de manhã e dão o conforto e força que preciso para encarar os dias frios e chuvosos. No Verão as papas rápidas, feitas com fruta da época, coloridas e frescas dão-me um enorme prazer e alegram a minha cozinha.


Estas que vos trago são deliciosas e repetem-se muitas vezes por aqui. Muito simples, rápidas, nutritivas e mantêm-nos saciados durante horas. Gosto muito de as fazer com trigo sarraceno, pelo qual nutro uma grande paixão além ser uma opção sem glúten e bastante fácil de digerir. No entanto, quem não gostar de trigo sarraceno ou não o tiver na dispensa  pode optar pelos flocos de aveia porque fica igualmente maravilhoso. Os toppings são ao gosto: sementes, coco, frutos secos, qualquer coisa fica bem nestas papas, até mesmo quem não aprecia morangos pode fazê-las com frutos vermelhos.
Uma linda taça cor de rosa! Há maneira mais bonita de começar o dia?


Papas de trigo sarraceno/aveia e morangos
(rende 2 taças)

100g de trigo sarraceno ou flocos de aveia grossos
1/2 chávena de chá de leite de amêndoa ou outro que prefira
1 chávena de chá de morangos partidos + alguns para decorar
1 a 2  colheres de sopa de geleia de arroz ou de agave (conforme o gosto)
1/2 colher de chá de extracto de baunilha
1 banana pequena ou 1/2 grande
1 colher de chá de sumo de limão

Para servir:
sementes de chia
coco laminado
morangos partidos
sementes
...

Na noite anterior (ou pelo menos durante 4 horas), colocar de molho o trigo sarraceno ou os flocos de aveia e deixar no frigorífico.
Na manhã seguinte coar a água de demolhar e passar por água corrente o trigo sarraceno ou a aveia.
Colocar todos os ingredientes para as papas no robot de cozinha ou na picadora e picar até tudo estar bem misturado e com uma textura suave. Verifique se precisa de mais geleia ou de leite.
Colocar em taças, servir com sementes, frutos secos morangos partidos ou o que mais gostar.

Aproveito também para relembrar que esta semana vou estar em Almada no linda mercearia biológica  Bioespiga ,para um delicioso e divertido workshop de pequenos almoços, snacks e sobremesas saudáveis.
Não percam, o número de vagas é limitado.
Para mais informações podem enviar e-mail para
 nemacreditoblog@gmail.com 
angela.pedroso@bioespiga.pt


Recipe in English

Strawberry buckwheat/oat porridge
(serves 2)

100g og buckwheat groats or rolled oat
1/2 cup of almond milk
1cup of chopped strawberries +plus more for serving
1 to 2 tbsp of agave nectar
1/2 tsp of vanilla extract
1 banana 
1 tsp of lemon juice

to serve:
chia seeds
coconut flakes
nuts
....

Soak buckwheat groats or rolled oat with water for at least 4 hours or overnight.  Drain and rinse well.
In a high speed blender blend the strawberries, buckwheat groats or oat, milk, banana, vanilla, lemon juice and agave until smooth.
Serve the porridge in bowls and garnish with your favorite toppings : seeds, fruit, nuts, coconut...




Fatias de abóbora no forno

29 de maio de 2017


Quando se tem o bichinho da cozinha a fervilhar dentro de nós, há uma necessidade quase constante de experimentar receitas novas, ingredientes novos, técnicas diferentes... Estamos sempre atentos às novidades no mercado, enchemos as prateleiras de livros de receitas,  esperamos ansiosamente pelos legumes e frutas da estação, entramos nas lojas gourmets em busca de inspiração, vamos no caminho para casa a pensar qual será a próxima invenção, entre outros comportamentos bastante peculiares. Tenho a certeza que não sou a única a sofrer do mal do "cozinhismo" e que neste momento muitos se estão a identificar com o que digo.

A nossa necessidade de experimentar coisas novas é tão grande, que muitas vezes acabamos por não repetir receitas realmente boas, que adorámos e que prometemos que voltaríamos a fazer. Com o tempo, eventualmente vão acabar por cair no esquecimento e serão substituídas por outras.
Ainda assim, há aquelas que "sobrevivem" e que se tornam num hábito.
É o caso desta receita de fatias de abóbora no forno. Uma receita já antes publicada no blogue, quando ainda era um bebé, mas que é tão boa, tão fácil, que se tornou numa constante cá em casa. É daquelas receitas que eu adoro, sem quantidades, facilmente adaptável, que fica bem na mesa como entrada , como snack, como refeição ligeira, quente, fria, com queijo ou com tofu... É perfeita muito saudável e por isso vale a pena relembrá-la.



Aproveito ainda para relembrar o passatempo que está a decorrer no Facebook do blogue até ao final desta semana ( dia 3 de Junho). O prémio é um livro Nem Acredito que é Saudável, cheio de receitas maravilhosas pensadas e criadas para que todos sem excepção possam saborear!

Para participarem vejam AQUI as condições, é super fácil!


Rodelas de abóbora no forno

abóbora manteiga
tofu, queijo feta ou requeijão
nozes picadas
azeite
sal fino
alecrim fresco

Ligue o forno a 180ºC.
Corte a abóbora em rodelas com cerca de 0,5 cm e coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Tempere-as com sal fino e um fio de azeite.
Esfarele o queijo ou o tofu e coloque-o sobre as rodelas de abóbora. Coloque as nozes picadas e folhinhas de alecrim.
Leve ao forno entre 15 a 20 minutos, até os bordos da abóbora começarem a alourar.
Retire e sirva.

Granola de galetes e amendoim (vegan, sem glúten, sem açúcar)

27 de maio de 2017


Cá em casa nada se estraga. Raramente deito fora legumes que estejam velhos porque há sempre uma sopa que se pode fazer ou um salteado, a fruta mais madura tem sempre fim  num bolo, num crumble ou em compotas, a quinoa ou o millet que sobraram do jantar faz umas boas papas para o pequeno almoço do dia seguinte, o grão ou feijão que sobraram viram hambúrgueres...
Por aqui dá-se sempre uma segunda vida aos alimentos, e sobretudo tenta-se não comprar de mais. Compramos à medida que precisamos, assim temos sempre legumes e fruta frescos e não sobrelotamos a dispensa e os armários com inúmeros pacotes.



Já falei aqui várias vezes sobre o meu desagrado pelas as galetes de milho ou de arroz. As de milho ainda as tolero, mas sinceramente, sou incapaz de as comer sem fazer aquele ar de criança que está a comer obrigada.
No entanto, por algum motivo, os pacotes das ditas vão-se acumulando cá em casa. Ou a mãe compra e depois dá-mas porque já está farta, ou o marido compra cheio de entusiasmo e depois esquece-se, o que sei é que há sempre um ou dois pacotes a olharem para mim de cada vez que abro o armário.
Custa-me deitá-las fora, mas comê-las também é um tédio... e as pobre coitadas lá vão ficando.
Tenho arranjado algumas maneiras mais básicas de as comer (com manteiga de amendoim, com compota, chocolate...) , mas a minha mente criativa não se fica por aqui. Afinal de contas, estas bolachas têm imenso potencial: são crocantes, o sabor é neutro, são baratas, isentas de glúten e relativamente saudáveis (em comparação com outras bolachas).



Já tinha publicado anteriormente a receita de umas pipocas feitas com as galetes (veja aqui a receita), e foi neste momento que comecei a olhar para elas com outros olhos.
Desta vez trago uma granola daquelas impossíveis de parar de comer! As galetes tornam-na super crocante, muito leve, e o sabor da manteiga de amendoim e da canela fazem dela uma das melhores granolas que já fiz.
Se tem galetes em casa a pedir para serem comidas, experimente esta granola.


Granola de galetes de milho
(rende 1 frasco)

80g de galetes de milho
100g de flocos de aveia grossos *
50g de frutos secos picados (amêndoas , nozes, cajus...)
50g de sementes (abóbora, linhaça, chia, girassol...)
50g de manteiga de amendoim
40g de óleo de coco liquido
100g de geleia de arroz
1 colher de chá de canela em pó
1 pitada de sal

Ligue o forno a 160ºC.
Coloque as galetes aos bocados numa picadora e pique grosseiramente. Em alternativa parta-as à mão em pequenos pedaços.
Numa tigela junte as galetes, a aveia. os frutos secos picados, as sementes e misture tudo.
Noutra tigela misture a geleia de  arroz, a manteiga de amendoim, o óleo de coco, a canela e o sal.
Junte o conteúdo das duas tigelas e envolva tudo muito bem.
Forre um tabuleiro grande com papel vegetal e espalhe a granola.
Leve ao forno durante 20 minutos, mexendo ocasionalmente.
Apague o forno e deixe ficar lá dentro o tabuleiro com a granola durante mais 20 minutos.
Retire, deixe arrefecer e guarde num frasco.

*Verifique se contêm glúten, se necessário.

Salada de ervilhas tortas e espargos. Snow peas and asparagus salad

9 de maio de 2017

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Ervilhas tortas ou de quebrar são o derradeiro sinal da chegada da Primavera.
É um daqueles legumes que só consumo nesta altura quando os primeiros dias de calores começam a chegar de mansinho.
Acho-as lindas, com o seu verde hipnotizante , o som que fazem ao partir-se , o seu sabor adocicado e a textura estaladiça.

Chegar ao consultório e ter à minha espera um saco de ervilhas tortas biológicas acabadas de apanhar, enche o coração de alegria e finalmente a minha vontade de comer estas meninas pode ser satisfeita.  
Aqui em casa fazemos sobretudo salteadas ou estufadas, mas também podem vir em salada ou até na sopa. A minha avó costumava fazê-las com ovos, eu penso nelas como se fossem feijão verde e uso-as no mesmo tipo de receitas.
Não são muito fáceis de encontrar, até porque nem toda a gente está habituada  a comê-las, mas nos mercados de rua ou junto dos pequenos produtores conseguem-se arranjar com facilidade e de boa qualidade.


Hoje trago uma receita fresca, leve, que junta dois dos meus legumes primaveris preferidos: ervilhas tortas e espargos. As tiras de courgete têm um sabor neutro, encorpam a salada e contrastam com a textura crocante dos espargos e das ervilhas. É uma combinação perfeita, que nos transporta para o verde da Primavera logo à primeira garfada.
Esta salada fica maravilhosa acompanhada com tofu, mas também fica óptima com millet ou até mesmo sozinha para uma refeição mais leve.


Salada de ervilhas tortas com espargos

1 cebola pequena cortada em rodelas finas
200g de ervilhas tortas
200g de espargos verdes cortados em pedaços com cerca de 8cm
1 courgete cortada em fatias finas longitudinais
2 colheres de sopa de azeite
sal
pimenta
1 colher de chá de sumo de limão
folhas de hortelã q.b.

Numa frigideira anti-aderente salteie a cebola no azeite durante 5 minutos.
Aumente o lume e junte as ervilhas tortas e os espargos cortados. Salteie durante mais 5 minutos.
Junte as tiras de courgete, tempere com um pouco de sal e pimenta moída. Deixe cozinhar durante mais uns minutos.
Retire do lume, junte o sumo de limão e as folhas de hortelã.
Sirva morno ou frio.


Recipe in English

Snow peas and asparagus salad

1 medium onion, sliced
200g of snow peas
200g of green asparagus, cut
1 zucchini cut in slices
2 Tbs of olive oil
salt
pepper
1 tsp of lemon juice
mint leaves to taste

In a skillet cook sliced onion in olive oil for 4 minutes.
Add snow peas and asparagus and cook for more 5 minutes.
Add sliced zucchini and season with salt and pepper. Cook for 5 minutes.
Remove from the stove. Add lemon juice and mint leaves.
Serve warm or cold.


Coroa integral de canela e amêndoa (vegan e sem açúcar)

5 de abril de 2017


Quando vejo o sol a brilhar, os dias mais longos, o corpo que finalmente começa a aquecer e as camadas de roupa gradualmente a diminuírem, sinto uma alegria tremenda, como se todas as células do meu corpo vibrassem com a chegada da Primavera.
A minha energia aumenta (sim, mais ainda!), a vontade de fazer coisas, de criar, de passear, de atrasar a hora de chegar a casa para poder aproveitar o último restinho de sol.


Foi num destes meus passeios tardios, que ao passar por a montra de uma daquelas pastelarias icónicas, vi uma trança de amêndoa e canela lindíssima e veio-me à memória o quanto eu gostava deste bolo em pequena. A massa brioche com as espirais de manteiga e canela é absolutamente divinal, e como a saudade soou mais alto, achei que com paciência poderia criar uma versão mais saudável.




Nasce assim esta coroa (que também pode ser uma trança), numa versão integral, sem ovos, e sem açúcar refinado. Feita com ingredientes que nos fazem bem, que nos nutrem, e que nos satisfaz de tão boa que é.
É uma receita especial porque mesmo os mais apressados podem ter uma massa fantástica sem terem que esperar que ela fermente, como costuma ser nas receitas tradicionais. Como também não sou a pessoa mais paciente do mundo, criei uma massa que pode ser levada logo ao forno porque todo o processo de crescimento é lá que acontece sem prejudicar em nada a sua textura.



Já a fiz com dois recheios diferentes, mas como foi difícil escolher qual a melhor, deixo-vos as duas. 
Uma delas feita com óleo de coco, tem um sabor diferente, mais intenso, com o coco a predominar; a outra feita com manteiga de amêndoa mais suave, que realça a presença da amêndoa e mais semelhante ao sabor a que estamos habituados. 
Deixo ao vosso critério a escolha, ou então façam os dois!
É o tipo de receita que prova que até um doce tradicional pode ser adaptado e tornar-se mais saudável e pleno.
Este ano vai ser de certeza presença obrigatória na mesa de Páscoa e tenho a certeza que vai agradar até às bocas mais esquisitas.


Coroa vegan de canela e amêndoa

Recheio
50g de açúcar de coco ou xilitol
2 colheres de chá de canela em pó
50g de óleo de coco à temperatura ambiente
ou 70g de manteiga de amêndoa (de preferência feita com amêndoas tostadas)
30g de amêndoas picadas tostadas

Massa
250g -300g de farinha de espelta integral
7g de levedura de padeiro seca
2 colheres de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal fino
200ml de leite vegetal morno
20g de óleo de coco (liquido)
1 colher de sopa de açúcar de coco ou xilitol

Para decorar (opcional)
xiliol moído até ficar em pó

Comece por preparar o recheio:
Numa tigela misture o açúcar de coco ou o xilitol, a canela em pó e a manteiga de amêndoa ou o óleo de coco, até formar uma pasta.

Ligue o forno a 180ºC.
Para fazer a massa mistura numa tigela o leite morno, o açúcar de coco ou xilitol e o óleo de coco.
Noutra tigela misture a levedura, o fermento em pó e 200g de farinha de espelta.
Com uma colher de pau, misture o conteúdo das duas tigelas e envolva bem.
Aos poucos vá acrescentando a restante farinha, até obter uma massa que se despega da tigela e seja fácil de manusear. Pode precisar de mais ou menos farinha, depende da sua qualidade.
Amasse durante 5 minutos e deixe descansar 10 minutos.
Coloque a massa numa folha de papel vegetal e com o rolo da massa estenda-a até ficar com uma espessura de 0,5cm  e dê-lhe a forma de um rectângulo.
Barre o rectângulo com o recheio que preparou e por cima coloque amêndoas picadas.
Enrole o rectângulo de massa como se fosse uma torta.
Corte este rolo ao meio no sentido longitudinal, de modo a ficar com 2 tiras.
Enrole-as uma na outra e una as duas pontas para formar uma coroa.
Coloque-a num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno durante 20 - 25 minutos.
Deixe arrefecer numa rede.
Depois de fria pode polvilhar com xilitol moído até ficar em pó.