Detergente ecológico caseiro. Homemade eco-cleaner

14 de setembro de 2017

{scroll down for english version}

Cresci num mundo onde ainda se começavam a dar os primeiros passos na ecologia. O que hoje é tão normal de vermos, como os ecopontos, informação aqui e ali, opções mais "verdes" no momento das compras, há 20 anos eram apenas projectos futuros que a grande maioria desconhecia. 
Mas o "bichinho" das preocupações ambientais sempre esteve comigo. Sempre quis saber  mais sobre o assunto, procurava informações nas bibliotecas, coleccionava papelinhos com dicas que encontrava, criei um clube do ambiente com os colegas ( que por sinal  foi um fracasso) e na ausência da reciclagem, cheguei a reciclar o meu próprio papel! 
Ainda bem que tudo isto evoluiu, até porque não ia muito longe a fazer 4 folhas de papel de cada vez, ainda por cima com um ar muito rústico...

Outra das minhas preocupações também eram os detergentes. Hoje felizmente temos várias opções ecológicas no mercado, mas há uns anos quase não havia e os que estavam disponíveis não eram para a minha bolsa.
Por isso habituei-me a fazer os meus próprios detergentes, com receitas que se usavam no tempo das nossas avós. Na minha casa só existem os detergentes estritamente necessários. Não encho um armário com estas cosias como a maioria das pessoas. Bons panos, e meia dúzia de ingredientes fazem uma panóplia bem grande de produtos de limpeza caseiros, sem químicos, seguros e bem mais baratos. Se procurarem na Internet encontrarão uma série de dicas muito interessantes.

Durante algum tempo utilizei o vinagre como ingrediente principal para limpar, mas confesso que não temos uma boa relação. O cheiro do vinagre é-me impossível de tolerar, e apesar de me garantirem que desaparecia passado um tempo, parecia que sempre que entrava em casa aquele cheiro se penetrava nas narinas. Mesmo adicionando óleos essenciais, o maldito continuava sem desaparecer. Tive que encontrar outra alternativa. Para a grande maioria das pessoas isto não é um problema, e sei que muitas utilizam vinagre para limpar os vidros, as bancadas, o frigorífico, etc, mas para mim é realmente um tormento.
Entretanto já experimentei outras alternativas: sumo de limão, água oxigenada e agora finalmente acertei com a vodka. Parece estranho, mas afinal de contas se pensarmos bem, a vodka é um excelente desinfectante, além disso o seu cheiro desaparece num instante, por isso para mim tornou-se a primeira escolha.

Além da vodka costumo colocar óleos essenciais nos meu detergentes. Não só perfumam a casa, como têm propriedades terapêuticas. Costumo escolher aqueles que são  anti-bacterianos e anti fúngicos como o de limão ou o de árvore-do-chá. Mas há outras opções e pode escolher os que mais gostar.
Este detergente é óptimo para limpar as bancadas da cozinha, a casa de banho, os azulejos, os vidros, os inoxs e os espelhos. As superfícies ficam super brilhantes e o cheiro é maravilhoso. 
Experimente, não tem nada a perder e é uma maneira segura, económica e ecologicamente consciente de limpar a casa.


Lava-tudo caseiro 

250ml de vodka
250ml de água
1 colher de chá de detergente da loiça (eu uso ecológico)
20 gotas de óleos essenciais (pode usar de árvore-do-chá, alfazema, limão, eucalipto....)

Coloque todos os ingredientes num frasco. Tape e agite.
Mantenha o frasco tapado entre cada utilização.
Quando quiser utilizar coloque um pouco num pano e limpe a superfície ou então borrife no local.


DICAS IMPORTANTES
  • Caso a sua bancada seja de granito ou mármore (não é o meu caso), não utilize vinagre nem óleo essenciais à base de citrinos porque pode danificar a superfície. Prefira outros óleos.
  • Não faça uma grande quantidade de detergente de uma só vez se utilizar óleos essenciais, tendem a evaporar e a perder propriedades.
  • Se conseguir colocar o detergente num frasco de vidro seria o ideal. No entanto são difíceis de encontrar com o borrifador. 
  • Antes de cada utilização agite o frasco.
  • Compre uma vodka barata, não há necessidade de ser de alta qualidade.

In English

Homemade eco-cleaner

250ml of water
250ml of vodka
1 tsp of dishwasher soap
20 drops of essential oils ( tea-tree, lemon, lavander...)

Put all the ingredients in a bottle. Shake to mix well.
keep your bottle closed when not using.
To use, just shake the bottle and put some cleaner in a cloth.

SOME NOTES:

  • Try to use glass bottles.
  • Do not use lemon essential oils or vinager in granite surfaces.
  • Shake before use it.


Vianetta vegan, sem glúten e açúcar

31 de agosto de 2017


Tenho uns quantos clássicos da minha infância. Quem não se lembra da série do Alf, das cassetes de música, dos livros da turma da Mónica, dos Onda Choc e dos chupa-chupas com apito?
Eu lembro-me de todas estas coisas, dos momentos felizes que me deram e guardo-as com todo o carinho na minha memória. Pertenciam a um mundo diferente do de hoje, como é óbvio.
Não sou nenhum "velho do Restelo" e acho que a evolução é algo natural, que faz parte, e aceito-a muito bem, ainda assim não deixo de pensar que hoje tudo é demasiado rápido e fugaz e dificilmente se cria algum laço ao que quer que seja porque as coisas estão em constante mudança.


A Vianetta foi uma daquelas sobremesas que me habituei a ver em casa e com a qual cresci. Na altura só se comia uma fatia de Vianetta em ocasiões especiais, e com autorização dos pais! A facilidade de comprar estes gelados não era como hoje. Além disso só tínhamos a versão clássica, hoje já há mais sabores disponíveis, que honestamente ainda não provei.
A clássica é a que me lembro. O gelado de nata branquinho e as mil camadas de chocolate fininho que se partiam e estalavam à medida que passávamos com a faca. O som é inconfundível!



Quando num devaneio me surgiu na mente a ideia de fazer uma versão saudável da vianetta, tentei em vão afastá-la, mas o bichinho ficou e tinha mesmo que fazer!
E fiz e refiz e refiz. Para dizer a verdade tem sido o gelado deste Verão cá em casa.
Não é tão glamourosa como a de compra, é certo, mas é uma delícia, feita com ingredientes naturais que todos sabemos o que são e que qualquer um pode consumir.
Deu-me um prazer imenso conseguir reproduzir aquelas camadas de chocolate misturado com o gelado e saboreá-la como fazia quando era pequena.
O processo pode parecer complicado mas não é. Vejam no video como é fácil e até bastante rápido.







Vianetta vegan

Camadas de chocolate
120g de chocolate negro 70% cacau
50g de óleo de coco

Gelado
200g de cajus ao natural, colocados de molho durante a noite
600ml de leite de coco em lata
180ml de geleia de agave
1 c. chá extracto de baunilha
1 colher de sopa de farinha de araruta
2 colheres de sopa de óleo de coco derretido


Comece por fazer as camadas de chocolate.
Numa folha de papel vegetal, desenhe várias vezes, lado a lado, a base da forma que vai usar. Isto facilita o processo.
Derreta em banho maria ou no microondas o chocolate e o óleo de coco e misture-os bem.
Coloque pequenas porções de chocolate nos desenhos que fez e espalhe bem com as costas da colher. Não faça camadas muito grossas, mas também não as deixe muito finas, caso contrário serão difíceis de manusear.
Repita este processo até terminar o chocolate. Assim que terminar, coloque as folhas de papel vegetal com o chocolate no congelador. Para mim facilitou-me o trabalho transportá-las em cima dos tabuleiros do forno.

Agora faça o gelado:
Numa picadora ou no robot de cozinha coloque os cajus demolhados e o leite de coco. Pique tudo.
Junte os restantes ingredientes e pique até obter um creme suave.
Coloque numa taça no frigorífico.

Prepare a forma que vai utilizar, forrando-a com película aderente.

Retire o gelado do frigorífico e as camadas de chocolate do congelador.
Agora tem que trabalhar rapidamente!

Coloque uma camada de gelado e por cima uma de chocolate, repita este processo até terminar o gelado e o chocolate. Se tiver que parar a meio para voltar a congelar o chocolate é normal. Bastam 15 minutos no congelador para ele solidificar de novo.

Depois de pronta, leve a vianetta ao congelador durante pelo menos 4 horas.

Para desenformar basta virar a forma ao contrário e com cuidado retirar a película aderente.

Decore com raspas de chocolate e cacau em pó.

Barrinhas de figo e amêndoa (vegan, sem açúcar , sem glúten)

15 de agosto de 2017


Quem tem uma figueira carregadinha de figos nesta altura do ano nem sabe a sorte que tem!
Poder apanhar directamente da árvore estas pequenas pérolas da Natureza, e sentar à sombra a saborear numa tarde de Verão, é uma verdadeira bênção!
Infelizmente não tenho nenhuma figueira, mas nesta época o meu frigorífico enche-se de figos que carinhosamente me são oferecidos, acabados de apanhar, e trazidos em caixinhas e cestinhos forrados com as próprias folhas da árvore.



Parar de comer figos, isso sim já é um problema! Mas não sou a única pois não?
Quando damos por nós metade da taça já foi, mas a satisfação é muita e é a melhor sobremesa que a Natureza nos podia dar.
Como são tão doces, tornam-se um excelente fruto para tirarmos partido para preparar sobremesas e bolos sem necessidade de acrescentarmos uma grande dose de adoçantes. Além disso a sua textura húmida e cremosa faz cremes e compotas deliciosas aproveitando a sua doçura natural.



No ano passado trouxe uma receita absolutamente irresistível de brownies feitos com figos (podem ver aqui), esta ano rendi-me por completo a estas barrinhas feitas com amêndoas, aveia e um creme delicioso de figo. 
A combinação de sabores e texturas é maravilhosa, perdemo-nos em cada dentada!
São muito rápidas e fáceis de fazer e perfeitas para o lanche. Podem ser comidas ainda mornas, mas para mim são ainda melhores no dia seguinte, saídas do frigorífico.
Quem tiver muitos figos pode fazer a dose a dobrar e até congelar e tirar um pouco antes de servir, ou então porque não em forma de gelado? Sim, também já as comi tipo gelado e são incríveis!

Barrinhas de figo 
(rende 6 barrinhas)

Massa
140g de flocos de aveia finos *
80g de farinha de amêndoa
1 colher de chá de canela em pó
70ml de geleia de arroz
1 colher de chá de óleo de coco liquido
1 pitada de sal fino

Recheio
230g de figos pesados sem a casca verde
1/2 a 1 colher de sopa de stevia em pó (vá colocando conforme o seu gosto)
20 g de sementes de chia
1/2 colher de chá de extracto de baunilha

Ligue o forno a 180ºC.
Forre um tabuleiro com papel vegetal.
Comece por fazer o recheio: numa picadora pique os figos descascados com as sementes de chia e a baunilha até obter um puré. junte a stevia a gosto Volte a picar.
Reserve.
Entretanto faça a massa.
Pique os flocos de aveia na picadora ou no robot de cozinha até obter uma textura semelhante à da farinha.
Junte a farinha de amêndoas, a geleia de arroz, a canela e o sal. misture tudo com as mãos ou na picadora, de modo a obter uma pasta.
Coloque no tabuleiro a massa que preparou, mas deixando de parte cerca de 1/4 da quantidade.
Por cima coloque o recheio dos figos.
Por cima do recheio coloque a restante massa, desfazendo-a com os dedos.
Leve ao forno durante 30-40 minutos, ate estar consistente e a massa de cima começar a dourar.
Retire, deixe arrefecer completamente antes de partir.
Guarde no frigorífico.

* Caso seja necessário escolha flocos de aveia com certificação SEM GLÚTEN.





Pizza com base de quinoa- O vídeo! . Quinoa pizza crust- Video!

3 de agosto de 2017


Por algum motivo prefiro comer pizza no Verão, talvez se explique esta preferência por ser uma comida descontraída, partilhada entre risos e gargalhadas, ou porque se come enquanto se vê um bom filme num serão mais prolongado.
Esta pizza já não é novidade no blogue. Já a tinha partilhado anteriormente, mas o meu segundo video tinha que ser com esta receita. 


A base, feita de quinoa, é uma das nossas preferidas cá em casa, não só porque é super saborosa, como também porque consegue tornar umas das comidas mais associadas ao "junk food" numa refeição saudável, sem glúten, cheia de proteínas, hidratos de carbono complexos e bastante completa.
Os toppings são ao seu gosto: molho de tomate, molho pesto, cogumelos, queijo, tofu... é o que mais gostar.


Vejam no vídeo como é fácil de fazer. Para verem a receita completa sigam este link.

Ah, e não se esqueçam de subscrever o canal do Youtube para receberem todas as novidades!







Tarte de tofu e tomates-cereja

19 de julho de 2017


Por muito que me custe, a verdade é que não fui dotada para a agricultura.
Já fiz várias tentativas: horta na varanda, ervas aromáticas na cozinha, na janela, legumes de Verão, legumes de Inverno, muita água, pouca água... mas tudo acaba por morrer mais cedo ou mais tarde.
Enfim, tenho que aceitar que não tenho mão para a coisa.
O mesmo já não se pode dizer da mini horta da mãe. Para dizer a verdade pouco mais tem que 5m2, mas naquele pequeno corredor de terra ela consegue ter couves, alfaces, ervas aromáticas , uma amoreira, uma árvore de bagas goji e nesta altura do ano enche-se de tomates-cereja.

Sei que ela os tem sobretudo por minha causa. Sabe que os adoro, que me dá um enorme prazer ir apanhá-los e comê-los de seguida, que me servem de petisco ao longo do dia, que os adoro crus, assados ou desidratados.
Encho-me de alegria quando vem o Verão e a pequena horta da minha mãe fica salpicada de pequenos pontinhos vermelhos que sobressaem no verde!
Por isso nesta altura estes pequeninos abundam cá por casa e as cores lindas que têm inspiram-me sempre a criar novas receitas onde os usar. No Verão passado já tinha partilhado  um crumble maravilhoso (pode ver aqui a receita), agora trago esta tarte deliciosa, fresca, colorida, perfeita para os dias de Verão.
Leve-a para o trabalho na lancheira, para a praia , para um piquenique ou simplesmente partilhe-a com a família ao jantar. Fica bem em qualquer ocasião. 


A base é uma daquelas receitas que nunca falha, o recheio, feito com tofu e temperado com ervas aromáticas, conjuga na perfeição com o sabor dos tomates e é uma excelente alternativa vegan e sem gordura aos recheios normalmente utilizados nas tartes e quiches.
Se quiser a sua tarte mais colorida, compre tomates-cereja de cores diferentes, mas se só conseguir encontrar dos vermelhos não tem qualquer problema, fica óptima na mesma.



Tarte de tofu e tomates-cereja
Massa:
120g de farinha de trigo integral
50g de farinha de centeio integral
1 pitada de sal
50g de óleo de coco em estado sólido
60-100 ml de água bem fria

Misture as farinhas e o sal.
Acrescente o óleo de coco e com os dedos incorpore nas farinhas até obter uma consistência tipo areia.
Junte a água gelada, colher a colher (pode não ter que usar toda), e amasse entre cada uma, até a massa ligar. Não trabalhe a massa demasiado.
Faça uma bola, enrole em película aderente e leve ao frigorífico pelo menos 20 minutos.

Recheio:
250g de tofu
1 colher de sopa de água
2 a 3 colheres de chá de ervas da Provence
6 folhas frescas de mangericão mais algumas para guarnecer
1/2 colher de chá de alho em pó
sal q.b.
pimenta q.b.
tomates cereja q.b.
azeite q.b.

Coloque o tofu numa picadora e pique até estar em pasta. Se tiver necessidade junte uma colher de sopa de água para facilitar o processo.
Junte os temperos e volte a picar.
Verifique se precisa de mais sal ou pimenta.

Ligue o forno a 180ºC-
Unte uma forma de tarte com azeite ou óleo de coco.
Retire a massa do frigorífico e estenda-a com o rolo da massa.
Forre a tarteira com a massa.
Por cima coloque o recheio de tofu.
Corte os tomates-cereja em metades e disponha-os sobre o recheio de tofu.
Regue com um fio de azeite e polvilhe com mais algumas ervas da Provence.
Leve ao forno durante 45-50 minutos.
Retire e guarneça com folhas de mangericão.
Sirva morna ou fria.




Barrinhas de maçã (vegan,sem glúten, sem açúcar)

4 de julho de 2017


Não sou uma pessoa de tecnologias, como já devem ter reparado. Demoro algum (bastante) tempo a aperceber-me que surgiram novos modelos e aparelhos, e outro tanto até os ponderar adquirir. Digamos que já está um aparelho a ficar desactualizado, ainda eu estou a descobri-lo... Com as redes sociais é exactamente o mesmo. Já o blog tinha 3 anos quando finalmente aderi ao Instagram!
Não sendo eu ligada a este mundo tecnológico, e como sofro de falta de tempo crónica, acabo por me cingir ao básico e não me aventuro em novas experiências.
No entanto, há  muito tempo que ideia de fazer vídeos de algumas receitas do blog me vinha constantemente à cabeça. Mas, tal como dizia, a falta de tempo e de conhecimento têm-me bloqueado e feito adiar a decisão de o fazer.  Até ao dia que me dá um click e digo "de hoje não passa!", e finalmente muito a custo, sem saber bem por onde começar lá fizemos finalmente o primeiro video! (Palmas por favor!)
Perdoem-me se não está ainda perfeito, se tem falhas, solavancos e afins, mas diverti-me imenso a fazê-lo e na verdade é também um desafio e um processo de aprendizagem para mim. Com o tempo vão ficando melhores (espero eu).
Por isso, sempre que tiver um bocadinho, prometo publicar um video, há receitas que realmente o merecem.



Quis estrear a minha entrada no mundo dos vídeos com uma receita daquelas como eu gosto: super rápidas, com ingredientes básicos, deliciosa e super saudável.
Fazer as suas barrinhas para comer ao lanche ou no pequeno almoço ou colocar na lancheira dos filhos, é muito fácil e tão rápido que demoramos mais tempo a sair de casa e ir ao supermercado comprar umas.
Estas nem precisam de ir ao forno, colocamos na picadora e pronto. Adoçadas apenas com tâmaras e com o sabor maravilhoso da maçã desidratada e da sua grande amiga, a canela, são um snack delicioso, sem açúcar refinado, vegan e sem glúten.


Barrinhas energéticas de maçã

120g de cajus ou amêndoas
120g de tâmaras sem caroço (melhor as medjool)
40g de maçã desidratada
1 colher de chá de canela em pó
1 pitada de gengibre em pó
1 pitada de sal fino

Se as suas tâmaras forem muito secas coloque-as de molho durante 15 minutos.
Coe a água de as demolhar e seque-as bem com papel absorvente.
Coloque na picadora os cajus ou as amêndoas e pique-os grosseiramente.
Coloque as tâmaras e volte a picar.
Adicione a maçã desidratada, o sal, a canela e o gengibre.
Pique muito até formar uma pasta. Pare de vez em quando para raspar os bordos da picadora.
Coloque num tabuleiro forrado com película aderente e achate bem a pasta que preparou.
Coloque no frigorífico durante 1 hora , até estar sólido e consistente.
Retire, corte em barrinhas ou quadrados.
Guarde numa caixa fechada no frigorífico ou no congelador.

AQUI ESTÁ O VÍDEO DA RECEITA, VEJAM COMO É FÁCIL!

Papas de trigo sarraceno/ aveia e morangos (vegan, sem glúten, sem açúcar). Strawberry buckwheat/oat porridge

19 de junho de 2017

{scroll down for english version}

O pequeno almoço é sem dúvida a minha refeição preferida. Aquela sem a qual sou incapaz de passar, que faço questão que seja completa, e que me dê algum momento de tranquilidade.
De facto acordo já com uma fome de leão e passar muito tempo sem comer faz de mim uma Sara muito rabugenta, por isso costumo dizer que, até comer de manhã, o mais sensato é não me dizerem nada que seja importante.
Infelizmente o pequeno almoço nem sempre é tomado com a calma e o tempo que eu queria, as manhãs são agitadas e a pressa para sair de casa também é muita, o que faz que muitas vezes me repita no que como porque é o mais prático. Salvam-me as barrinhas que mantenho no frigorífico ou o pão que faço e congelo, as granolas caseiras e os iogurtes. Nos dias em que tenho um pouco mais de tempo consigo preparar papas que mais que não seja são comidas no caminho ou quando chego ao consultório.

   

 
Quando era criança detestava papas. Todas aquelas que estavam na moda na altura causavam-me um nó no estômago e acabavam sempre por ir parar ao lixo.  Com a idade aprendi a gostar, comecei pelas de aveia cozida, que me faziam lembrar arroz doce, passei às de millet, de quinoa, fui misturando frutas e sementes e agora já fazem parte dos meus pequenos almoços, pelo menos dos mais tranquilos.
No Inverno opto pelas papas cozinhadas  que aquecem o corpo logo de manhã e dão o conforto e força que preciso para encarar os dias frios e chuvosos. No Verão as papas rápidas, feitas com fruta da época, coloridas e frescas dão-me um enorme prazer e alegram a minha cozinha.


Estas que vos trago são deliciosas e repetem-se muitas vezes por aqui. Muito simples, rápidas, nutritivas e mantêm-nos saciados durante horas. Gosto muito de as fazer com trigo sarraceno, pelo qual nutro uma grande paixão além ser uma opção sem glúten e bastante fácil de digerir. No entanto, quem não gostar de trigo sarraceno ou não o tiver na dispensa  pode optar pelos flocos de aveia porque fica igualmente maravilhoso. Os toppings são ao gosto: sementes, coco, frutos secos, qualquer coisa fica bem nestas papas, até mesmo quem não aprecia morangos pode fazê-las com frutos vermelhos.
Uma linda taça cor de rosa! Há maneira mais bonita de começar o dia?


Papas de trigo sarraceno/aveia e morangos
(rende 2 taças)

100g de trigo sarraceno ou flocos de aveia grossos
1/2 chávena de chá de leite de amêndoa ou outro que prefira
1 chávena de chá de morangos partidos + alguns para decorar
1 a 2  colheres de sopa de geleia de arroz ou de agave (conforme o gosto)
1/2 colher de chá de extracto de baunilha
1 banana pequena ou 1/2 grande
1 colher de chá de sumo de limão

Para servir:
sementes de chia
coco laminado
morangos partidos
sementes
...

Na noite anterior (ou pelo menos durante 4 horas), colocar de molho o trigo sarraceno ou os flocos de aveia e deixar no frigorífico.
Na manhã seguinte coar a água de demolhar e passar por água corrente o trigo sarraceno ou a aveia.
Colocar todos os ingredientes para as papas no robot de cozinha ou na picadora e picar até tudo estar bem misturado e com uma textura suave. Verifique se precisa de mais geleia ou de leite.
Colocar em taças, servir com sementes, frutos secos morangos partidos ou o que mais gostar.

Aproveito também para relembrar que esta semana vou estar em Almada no linda mercearia biológica  Bioespiga ,para um delicioso e divertido workshop de pequenos almoços, snacks e sobremesas saudáveis.
Não percam, o número de vagas é limitado.
Para mais informações podem enviar e-mail para
 nemacreditoblog@gmail.com 
angela.pedroso@bioespiga.pt


Recipe in English

Strawberry buckwheat/oat porridge
(serves 2)

100g og buckwheat groats or rolled oat
1/2 cup of almond milk
1cup of chopped strawberries +plus more for serving
1 to 2 tbsp of agave nectar
1/2 tsp of vanilla extract
1 banana 
1 tsp of lemon juice

to serve:
chia seeds
coconut flakes
nuts
....

Soak buckwheat groats or rolled oat with water for at least 4 hours or overnight.  Drain and rinse well.
In a high speed blender blend the strawberries, buckwheat groats or oat, milk, banana, vanilla, lemon juice and agave until smooth.
Serve the porridge in bowls and garnish with your favorite toppings : seeds, fruit, nuts, coconut...