Bolo Inglês (vegan, sem açúcar)

17 de dezembro de 2018


A rubrica "Adapta a minha receita" tem andado parada por aqui, é verdade, reconheço. Não por falta de pedidos, que estão sempre a chegar, nem por falta de vontade, é mesmo falta de tempo...
Este pedido foi um dos primeiros que me fizeram quando criei esta rubrica, no entanto só agora o estou a publicar. 
A Ângela, pediu-me uma receita de Bolo Inglês, o seu bolo preferido, como me disse.  Quando o li, levei as mãos à cabeça! Bolo Inglês?! Eu nunca comi! 
É verdade, conheço-lhe a forma, a imagem, mas foi bolo que nunca provei nem nunca vi na minha casa.  Não podia no entanto falhar à Ângela e a um pedido tão amoroso. 
Corri metade de Lisboa à procura de um Bolo Inglês fora de época, tinha que comprar para perceber como era, o que levava, como era a textura. 


Confesso que finalmente depois de provar um Bolo Inglês, não fiquei fã, no entanto fiquei a saber que era bolo com uma grande legião de adeptos. E eu que pensava que só se punha bolo inglês na mesa de Natal porque era bonito...
Esta versão vegan, sem açúcar refinado, sem as frutas cristalizadas e com farinha de espelta integral, fez bastante sucesso, mesmo entre os fãs do dito bolo. Para mim é ainda melhor e fará parte da nossa mesa de Natal este ano.



Conseguir a textura do bolo inglês é difícil, estamos a falar de um bolo em que a quantidade de manteiga é absurda, por isso não foi fácil obter uma receita com a suavidade que esta lhe dá. Fora a manteiga, a quantidade de açúcar também não lhe fica atrás, aqui valeu-me o fiel xilitol, mas quem quiser pode usar açúcar de coco, apesar de alterar o sabor.
As frutas cristalizadas que caracterizam este bolo, obviamente também têm que ficar de fora numa versão saudável. As frutas desidratadas como as tâmaras, passas, figos, alperces, já são suficientemente doces.
Aconselho mesmo a quem não gosta de Bolo Inglês a experimentar esta versão. É um bolo delicioso,  que fica bem mesmo fora da época da Natal.

SE TAMBÉM QUER AJUDA PARA TORNAR UMA RECEITA TRADICIONAL NUMA VERSÃO MAIS SAUDÁVEL, VEJA AQUI COMO PARTICIPAR NA RUBRICA "ADAPTA A MINHA RECEITA"



Bolo inglês vegan e sem açúcar

60g de óleo de coco
80g de xilitol
1 colher de sopa de moscatel ou vinho do porto
180ml de leite vegetal
1 colher de sopa de sumo de limão
100 g de fruta desidratada partida ( figos secos, alperces, tâmaras, passas, ameixas....)
1 pitada de sal
1 e 1/2 colheres de chá de fermento para bolos
220g farinha de espelta integral

Numa tigela pequena junte o sumo de limão com a bebida vegetal. Reserve.
Ligue o forno a 180ºC .
Forre o fundo de uma forma de bolo inglês com papel vegetal e unte-a com óleo de coco.
Misture os frutos secos partidos com 1 colher de chá de farinha para que não fiquem no fundo da forma.
Numa taça bata o óleo de coco (mole mas não líquido) com o xilitol.
Junte o vinho do Porto .
Junte a farinha e o fermento e bata com a batedeira.
Acrescente os frutos partidos e envolva-os com a colher de pau.
Coloque a massa na forma.
Leve a cozer durante 50-60 minutos, ou até o centro do bolo estar cozido.
Se necessário a meio da cozedura tape com folha de alumínio para não queimar.
Retire, deixe arrefecer e só depois desenforme.
Pincele com geleia de arroz ou de agave , coloque as frutas partidas por cima e polvilhe com xilitol em pó.

NOTAS:
-Pode usar-se farinha de trigo integral.
-As frutas secas são sem açúcar!
-Para fazer o xilitol em pó, basta colocá-lo na picadora e picar até obter a textura.
-Usei uma forma de bolo inglês média, se usar das grandes dobre a receita




Cogumelos estufados

2 de dezembro de 2018


Enquanto estou a escrever esta nova entrada no blogue, oiço a chuva a cair em todo o seu esplendor e o vento a bater na janela do quarto. Em dias como este, morar num sexto andar pode-nos fazer pensar que o Mundo vai desabar. É daqueles dias que a grande maioria das pessoas diria que não há melhor que estar no sofá aconchegadinho entre mantas felpudas. A grande maioria, porque eu com  a minha mente inquieta (e espero que mais uns quantos), não alinhamos nessas coisas. Até mesmo nestes dias prefiro estar fora de casa e, caso esteja, o sofá não chama por mim.
Mesmo cheia de mantas e robes que arrasto comigo, arranjo sempre coisas para fazer, receitas para inventar, arrumações ou alguma coisa para acabar daquelas que vão ficando na lista de espera.


Ainda assim, confesso que no final do dia é reconfortante ficar sentada (com o robe e as mil mantas), a saborear uma refeição aconchegante, quentinha, daquelas com sabor a dias de Inverno.
Esta é uma dessas receitas, os amantes de cogumelos vão adorá-la tanto como eu. Enquanto saboreio este estufado, a imagem que me surge é uma cabana de madeira num bosque, com uma chaminé a fumegar, enquanto lá dentro se cozinha na lareira num tacho de barro os cogumelos acabados de apanhar.
É um prato que nos aquece, muito proteico, cheio de nutrientes mas baixo em calorias, típico dos pratos feitos com cogumelos. Não deixe de o experimentar com os cogumelos que mais gostar e para completar o quadro, sirva-o com arroz preto ou vermelho, fica soberbo.


Cogumelos estufados

1 cebola média picada
4 dentes de alho picados
60ml de vinho tinto
1 colher de sopa de farinha de arroz ou outra que prefira
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de sopa de ervas da Provence
500g de cogumelos cortados em lâminas
2 colheres de chá de molho de soja
1 chávena de chá de água
azeite q.b.
sal
pimenta
salsa picada para guarnecer

Saltear no azeite o alho picada e a cebola.
Juntar o vinho e deixar cozinhar até não haver liquido.
Juntar a farinha de arroz e misturar bem com a colher.
Adicionar a polpa de tomate. Cozinhar durante 3 minutos.
Juntar os cogumelos, o molho de soja, a água e as ervas da Provence.
Temperar com sal e pimenta.
Deixar cozinhar durante cerca de 10 minutos, até o molho ficar espesso.
Verificar os temperos.
Guarnecer com salsa picada.


Geleia de uva sem açúcar. Sugarfree grape jelly

7 de novembro de 2018


Cá em casa nada se estraga. Sobrou quinoa, come-se no dia seguinte ou fazemos papas, pão duro vira tostas para petiscar, legumes a ficarem com má cara fazem sopa, fruta madura torna-se compota ou então num belo crumble.
A comida é demasiado sagrada para ser jogada fora, a sua produção passou por muitas pessoas, consumiu recursos e tempo, não temos o direito de deitar no lixo algo tão precioso.


"Para quê este discurso moralista?" - estão vocês a perguntar.
Porque esta receita nasceu exactamente de aproveitar uma grande caixa de uvas que não sendo usadas ou comidas rapidamente, iriam acabar no lixo.
A minha cabeça pensou em mil coisas que se pudessem fazer, mas acabariam sempre por sobrar demasiadas uvas, a não ser claro, se eu fizesse geleia.
Já tinha provado geleia de uva algures no tempo, e tinha adorado, o difícil agora seria reproduzir essa geleia numa versão saudável.
Acabou por não ser assim tão complicado, a uva é naturalmente doce, não há necessidade de acrescentar mais, com paciência e cozinhando em lume brando conseguimos extrair toda a doçura necessária. No final, com as sementes de chia conseguimos a textura de geleia que procuramos.
É sem dúvida uma das geleias preferidas cá em casa, já repetida várias vezes nos últimos tempo. 


Geleia de uva
(rende um frasco)

600g de uvas
3 colheres de chá de sementes de chia
1 colheres de chá de stevia (opcional)


Coloque as uvas num tacho tapado e deixe-as a cozinhar em lume brando durante 20-30 minutos.
Durante o processo vá mexendo as uvas e com uma colher ou um garfo vá rebentando os bagos para que larguem todo o sumo.
Ao final deste tempo, apague o lume e rebente todos os bagos que faltarem rebentar.
Para descartar as cascas e as grainhas passe o sumo através de um passador de rede e vá esmagando com um garfo ou um pilão de modo a aproveitar o máximo que conseguir.
Nesta altura deve ter cerca de 250 ml de sumo.
Coloque o sumo sem grainhas e sem cascas de novo no tacho e volte a ferver com as sementes de chia durante 15 minutos, se desejar acrescente uma colher de stevia ou outro adoçante.
Retire do lume. Se quiser passe com a varinha mágica.
Coloque num frasco e deixe arrefecer.
Coloque no frigorífico, consuma dentro de 2 semanas.


Recipe in English

Sugar free grape jelly

4 cups grapes
3 teaspoons chia seeds
1 teaspoons stevia (optional)

Put the grapes in a covered pot and let them cook on a low heat for 20-30 minutes.
During the process stir the grapes and with a spoon or a fork go bunching the berries to drop all the juice.
 To discard the peels and the grains pass the juice through a network dowel and go crushing with a fork or a pestle to make the most of it.
Put the unsweetened juice in the pot again and boil it with the chia seeds for 15 minutes and, if you wish,  add a spoonful of stevia or another sweetener.
Remove from heat. If you want to go with the magic wand.
Put it in a jar and let it cool.
Put it in the refrigerator, consume within 2 weeks.



Beringelas no forno- o vídeo!

2 de outubro de 2018


A primeira vez que fazemos alguma coisa nunca esquecemos, pois não?
Não poderia esquecer a primeira receita que coloquei no blogue: fatias de beringela com molho de tomate.
Esta receita não só serviu para inaugurar o blogue como ainda hoje se mantém uma das mais confeccionadas cá em casa.
É deliciosa, super prática e daquelas comidas que podemos fazer em dose industrial porque fica bem aquecida ou congelada.


 É uma receita muito adaptável, podemos usar tofu ou requeijão, queijo de vaca ou queijo vegetal, pão ralado ou não. Servido com uma salada, este é um prato bastante completo e que pode ser consumido por qualquer um.
É por tudo isto que tinha que fazer um video desta receita, assim mostro o quanto é fácil fazer o meu prato favorito com beringelas.


Aqui podem ver o vídeo, e não se esqueçam de subscrever o canal do Youtube para ver esta e mais receitas!




Beringelas com molho de tomate
(Para 2 pessoas)

1 beringela cortada em fatias
azeite
sal
requeijão ou tofu esmagado q.b.
pão ralado q.b.
queijo ralado q.b.


Para o molho de tomate:
3 tomates
½ cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
azeite
oregãos
tomilho
sal
pimenta

Comece por cortar a beringela às fatias e colocá-las num recipiente com sal grosso durante 20 minutos. Desta forma não ficam amargas.

Entretanto faça o molho de tomate. Faço o meu de uma forma bem simples: junto tudo partido aos bocadinhos, sem refogar, e deixo cozinhar até estar apurado. Se necessário passo ligeiramente com a varinha mágica. No final acerto os temperos e junto os oregãos e o tomilho.

Acenda o forno a 180ºC.
Depois de estarem com sal 20 minutos, lavar bem as rodelas de beringela e secá-las com papel de cozinha. Pincelá-las com azeite e levar ao forno 15 minutos.

Num tabuleiro, colocar um pouco de molho de tomate, uma camada de beringelas e uma de requeijão/tofu esfarelado. Outra camada de molho de tomate, seguida de uma de beringelas e depois o tofu/requeijão. O número de camadas varia com o gosto de cada um. Terminar com queijo ralado (vaca ou vegan) e polvilhar com pão ralado.

Vai ao forno cerca de 20 a 30 minutos.

Servir com salada, caso esteja numa dieta baixa em hidratos de carbono ou simplesmente se quer uma refeição leve. Para os que preferem mais qualquer coisinha, sugiro massa salteada com alho e mangericão.



Bolas de berlim vegan

2 de setembro de 2018


Fãs das bolas de Berlim, alegrem-se!
Se não conseguem passar ao lado deste bolo nas pastelarias, ou se na praia a vossa cabeça levanta da toalha de cada vez que ouvem " BOLINHAS", então esta receita é para vocês.
Não é uma receita que faria para mim, que não me lembro de alguma vez ter comprado este bolo, excepto depois de um banho na praia, e sem creme por favor!


Esta receita é um pedido da Maria Carolina que não quis deixar de aproveitar a rubrica "Adapta a minha receita" que criei para o blogue.  O pedido já foi feito há alguns meses, mas devo confessar que este foi sem dúvida o maior desafio culinário que já me lançaram.
A verdade é que por muito que nos esforcemos, bolas de Berlim saudáveis não podem existir se as fritarmos. Vegan, sem glúten, sem açúcar...não interessa, tudo fica estragado se as enchermos de óleo!
O grande problema coloca-se aí, porque mesmo confeccionadas com a massa normal, se forem feitas no forno, as bolas de Berlim deixam de ser as Bolas de Berlim. A fofura da massa, como a conhecemos, é dada pela fritura e caso sejam feitas no forno ficam com uma textura tipo brioche.
Já perdi a conta às inúmeras versões de bolas de Berlim que fiz, estive mesmo para desistir.
No entanto, esta última versão convenceu-me e convenceu os apreciadores.
Se são iguais às outras? Não, tal como disse, sem fritura aquela textura é impossível atingir, mas que são boas, visualmente apelativas e semelhantes, disso não tenho dúvidas.
Honestamente, para mim que não sou uma fã das normais, até prefiro estas.
A massa é óptima e fofa apesar de ser feita no forno. Além disso com um pequeno truque consegui ainda criar o efeito do açúcar por cima.  O creme, apesar de não ser feito com ovos, é delicioso, mas pode ser usado qualquer outro creme que prefira.
Se gosta de bolas de Berlim, mas não suporta a ideia de comer uma bola de gordura e açúcar, experimente estas. 
Estou ansiosa pelo vosso feedback!


Se tal como a Maria Carolina também tem uma receita que gostaria de ver ser adaptada a uma versão mais saudável, veja aqui como pode fazer.


Bolas de Berlim vegan 
( rende 4 a 5 bolas)

Para as bolas:

100g de xilitol
60g de óleo de coco à temperatura ambiente
125 ml de bebida vegetal  (sem açúcar)
160g de farinha de espelta integral
1/2 c. chá de canela em pó
1 c. de chá de fermento para bolos

Bater o xilitol com o óleo de coco.
Juntar o leite, a farinha, o fermento e a canela.
Bater tudo.
Distribuir a massa pelos aros de metal ou de papel de alumínio. ( veja em baixo no vídeo como fazer os seus)
Levar ao forno durante 25-30 minutos.
Retire do forno e deixe arrefecer uns minutos.
Com cuidado desenforme as bolinhas.
Pincele com óleo de coco e role as bolinhas pelo xilitol.
Deixe-as arrefecer completamente.

Creme de pasteleiro vegan

30g de amido de milho
250 ml de bebida vegetal (não adoçada)
30g de xilitol
1/2 c. chá de baunilha
1 pitada de curcuma (opcional, só para dar um tom amarelo)

Fora do lume, misture muito bem todos os ingredientes num tacho, com a ajuda de uma vara de arames.
Leve ao lume médio e mexa sempre até começar a a ferver e engrossar.
Deixe cozinhar alguns minutos, até estar no ponto que lhe agrade.
Retire, reserve e deixe arrefecer.

Para rechear as bolas:
Depois de as bolas e o creme estarem frios, faça um corte ao meio das bolas (com cuidado) e recheie com o creme.
As que sobrarem devem ser guardadas no frigorífico.






Panna Cotta vegan de morango ( sem açúcar, sem glúten). Vegan strawberry panna cotta (sugar and gluten free)

9 de agosto de 2018

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Dizia-me o Zé num dia destes, que sentia falta de uma sobremesa de colher, daquelas fresquinhas para esta altura do ano. No mesmo dia oiço a minha mãe a comentar o mesmo! Parece que se gerou uma espécie de conspiração e eu como "doceira" oficial cá do sitio, senti-me tocada.  A verdade é que este ano não tem havido muitas sobremesas por aqui. Não sei se por o calor ter teimado em não chegar, se por falta de tempo ou simplesmente porque não me tenho lembrado.
Saiu então uma panna cotta  vegan de morango para agradar a todos. Bem bonita, bem fresca, bem própria desta altura do ano mas que fica bem em qualquer outra.


A fruta eleita foram os morangos mas podia ter escolhido cerejas, framboesas ou até mirtilos, qualquer fruta fica bem. 
Bem sei que a verdadeira panna cotta é feita com natas,  mas o leite de coco (da lata) é uma excelente alternativa,  bem mais saudável e sem lactose . 
A agar-agar em pó substitui a gelatina animal e aconselho todos a terem em casa porque é muito versátil e hoje em dia também já é muito fácil encontrar à venda. 
É uma sobremesa linda, delicada, deliciosa e sobretudo muito saudável.




Panna cotta vegan de morango
(rende 4 )

400ml de leite de coco
70g de morangos
30g de xilitol
1/2 colher de chá de agar-agar em pó

Molho de morangos:
120g de morangos
2 colheres de sopa de xilitol

Para fazer a panna cotta: junte os morangos com o leite de coco e pique tudo na picadora ou com a varinha mágica. Coe através de um coador.
Junte o xilitol e o agar-agar, misture tudo e leve ao lume. Deixe ferver durante 3 minutos, mexendo sempre. Retire do lume e coloque em ramekins de porcelana.
Coloque no frigorífico pelo menos 4 horas.

Para fazer o molho: leve ao lume os morangos e o xilitol até ferver. Retire, pique com a varinha mágica e reserve.

Desenforme as panna cotta com a ajuda de uma faca e sirva com o molho de morangos.


Recipe in English


Vegan strawberry panna cotta
(serves 4)

1 can full-fat coconut milk
70g of strawberries
1/2 teaspoon agar powder
30g of xylitol

Strawberry sauce
120g of strawberries
2 tablespoons of xylitol

Add strawberries together with the coconut milk in a blender and blend until smooth. Strain to remove strawberries seeds.
Whisk in the agar powder and xylitol and bring it to a boil. Let it simmer for 2-3 minutes, then fill the mixture into small glass or porcelain containers.
Let them sit in the fridge overnight.
For the strawberry sauce simmer the strawberries together with xylitol in a small pot and mash the strawberries.
To serve, go around the edges of the panna cotta with a knife until you can take it out of the form. Top with the strawberry sauce.

Sopa de tomate super leve

11 de julho de 2018


Se há coisa que o Verão tem de bonito são as inúmeras cores das frutas e legumes que se espalham pelas bancas dos mercados.
A variedade é enorme e o difícil é escolher. É nesta altura também que os tomates começam a estar no seu auge e surgem imensas variedades, cada uma mais bonita que outra. Adoro vê-los tão vermelhinhos, suculentos, e gosto mais ainda de os comer crus, como uma maçã ou partidos a meio com um pouco de sal como o meu avô me costumava dar.

Também chegámos àquela altura do ano em que as sopas perdem o seu encanto (pelo menos para mim) o que dificulta bastante os jantares apressados.
Mas há uma sopa que fica bem em qualquer época: a sopa de tomate. Quente ou fria, esta sopa é óptima, leve  e diferente das restantes. Agora é tempo de aproveitar os tomates mais sumarentos e comê-la vezes sem conta. O tomate de lata pode deixá-la mais vermelha mas o sabor não se compara à sopa feita com o tomate da época


Sopa de tomate

1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
2 colheres de sopa de azeite
4 tomates médios frescos picados
2 folhas de manjericão frescas
sal
pimenta
água q.b.

Numa panela refogue ligeiramente os alhos e a cebola no azeite.
Junte os tomates picados e as folhas de manjericão.
Deixe cozinhar até os tomates libertarem todo o sumo.
Tempere com sal e pimenta.
Passe tudo com a varinha mágica até fazer um puré.
Acrescente água aos poucos até obter a consistência desejada.
Ferva mais uns minutos.
Sirva quente ou fria e decore com folhas de manjericão.